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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

DEPOIS A GENTE VÊ COMO FICA


No início da primeira administração do atual governo, o homem forte era o experiente Engenheiro Adilson Primo, que dizia sobre recursos públicos: " Dinheiro tem. O que falta são projetos". Evidentemente os tempos eram outros.

Mas, tudo indica que a atual Administração continua estudando na mesma cartilha. Fica atenta aos cofres de Brasília.

Detetam recursos no Ministério X para infraestrutura urbana. Correm atrás do recurso e depois bolam alguma obra para conseguir a verba, normalmente através de empréstimos.

Idem, no Ministério dos Esportes, consultam sobre o montante disponível e discutem o que daria para fazer e adaptam um projeto em cima.

Aguardem um Ministério desses disponibilizar recursos (sempre empréstimos) para os municípios que se disponibilizarem para receber, alojar e integrar os irmãos venezuelanos em fuga do seu país ?

Na certa nos acostumaremos, em pouco tempo, a ouvir espanhol na Rua Nova.

Viver é Perigoso   

DEU BARRACO


Em entrevista à jornalista Andreia Sadi, o Ministro Gilmar Mendes, gratuitamente e dentro da sua conhecida educação, disse que o seu colega de STF, Luís Roberto Barroso "fala pelos cotovelos, que antecipa julgamento e que precisaria suspender a própria língua.

O ministro Barroso respondeu:

"Jamais antecipei julgamento. Nem falo sobre política. Eu vivo para o bem e para aprimorar as instituições. Sou um juiz independente, que quer ajudar a construir um país melhor e maior. Acho que o Direito deve ser igual para ricos e para pobres, e não é feito para proteger amigos e perseguir inimigos. Não frequento palácios, não troco mensagens amistosas com réus e não vivo para ofender as pessoas."

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA

Andreia Sadi

Como disse o Marçal Aquino, "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios"

Viver é Perigoso

CARTA BRANCA

Viver é Perigoso

O MAIOR EMPRÉSTIMO DA HISTÓRIA


Na realidade tomei conhecimento da notícia ontem à noite. Rascunhei a postagem, ia publicar, pensei bem, e deixei para publicar hoje. Essas notícias não são boas de ler antes de dormir. Tira o sono e quando ele vem, aparece cheio de pesadelos.

Mas enfim, vamos lá:

Estão na Câmara Municipal de Itajubá dois Projetos de Lei enviados pelo Senhor Prefeito. De números 4271/2018 e 4272/2018. Deverão ser aprovados com louvor pela ampla e fiel base aliada. Tudo tranquilo e dentro do previsto.

Trata-se da aprovação do empréstimo a ser feito pelo município, junto a Caixa Econômica Federal, da singela quantia de R$ 25 milhões. Não será necessário conferir. É isso mesmo.

O PL 4271/2018 busca R$ 5 milhões e o PL 4272/2018, R$ 20 milhões. O primeiro, mais modesto, é para aquisição de máquinas e equipamentos. O segundo é para obras de infraestrutura. Os prazos para pagamento são, respectivamente, de 120 e de 240 meses.

Como garantia estarão sendo oferecidos as receitas do município e a Carta Consulta feita junto ao Ministério das Cidades já foi aprovada.

As Comissões internas da Câmara já deram o "siga adiante", citando que hoje a dívida consolidada líquida do município é de apenas R$ 8.772.206,88.

Sei não, mas depois do almejado contrato com duração de 25 anos, de cerca de R$ 120 milhões a ser fechado com uma empresa de manutenção elétrica, a concessão para exploração do Parque Municipal por 25 anos, prorrogáveis por mais 25 anos, chego a pensar que a Moçada da Administração entendeu errado a ideia de visão de futuro, gestão a longo prazo, pensar longe, etc.

Devem estar mais focados na máxima " O futuro aos Céus pertence".

Resumindo, o quinto prefeito eleito, após a atual Administração, se tudo correr bem, ainda estará pagando o empréstimo e nossa esperança se concentra no sistema de aprovação de créditos da Caixa Econômica Federal.

Viver é Perigoso    

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

VALEU A PROVOCAÇÃO


Corra para lá ! O aleivosiascomlimao.blogspot.com.br voltou. E voltou com tudo. E o Zelador atuou de comentarista pela primeira vez.

Viver é Perigoso

ÊPA !


Viver é Perigoso

AS PESSOAS E SEUS LIVROS


Interessante a coluna da Ruth Manus no O Estado de São Paulo. Aliás, todos os seus escritos são interessantes.

"...Foi então que eu descobri que as pessoas têm relações absolutamente distintas com seus livros. O que parece normalíssimo para alguns, parece um verdadeiro sacrilégio para outros. Temas como emprestar ou não emprestar, doar ou não doar, anotar ou não anotar, dobrar ou não dobrar, tornam-se dilemas tão shakespearianos quanto ser ou não ser.

Eu confesso que realmente adoro anotar coisas nos meus livros. Puxar setas, grifar frases, colocar asteriscos. Eu não tenho qualquer problema em fazer isso a  caneta. Até com caneta vermelha, se for preciso. Meus livros frequentemente se parecem com a bandeira do orgulho gay. No entanto, tenho a mais profunda aversão a pessoas que dobram a pontinha da página para marcar algo que julguem relevante. Isso sim me tira do sério.

Minha mãe faz algumas anotações, mas sempre a lápis. Meu pai é absolutamente incapaz de interferir nas linhas. Quando muito coloca seu nome na primeira página. Minha tia compra o livro, lê e doa. Acho a coisa mais linda do mundo. E não tenho a menor capacidade de fazer o mesmo. Preferia doar dinheiro vivo para bibliotecas públicas do que doar os meus livros. Simplesmente não consigo evitar esse sentimento egoísta de amar prateleiras gorduchas.
Outro dia minha irmã me perguntou por que eu tinha um Kindle. Eu antes de lembrar daquele aparelho para ler livros digitais, confundi Kindle com Kinder e me perguntei por que minha irmã que eu deveria ter ovos de chocolate recheados com surpresas nessa fase da vida. Mas depois que entendi, respondi quase ofendida, "Ué Nina, porque eu gosto de livros!". Ela me olhou com aquela cara de administradora hi-tech e disse "os livros não deixam de ser livros por serem digitais". Até hoje não sei bem o que pensar, me mantendo no conservadorismo do papel.
Soma-se a isso a traumática experiência de emprestar livros. Quantos livros foram e não voltaram ? Quantos livros ficaram nas nossas prateleiras sem que saibamos exatamente quem nos emprestou? Trata-se de uma prática cujos índices de insucesso rondam os 98%.
Ninguém dá atenção para esse assunto, mas a relação das pessoas com seus livros é tão íntima quanto uma vida de casal. Há pormenores, traumas, manias. Há sutilezas, pânicos, bloqueios. Prefiro que mexam no meu queijo do mexam nos meus livros. Eu hein ? vai que dobram a pontinha da página. " 

Blog: Penso diferente no tocante a emprestar livros. Fico feliz com empresto livros. Às vezes voltam e outras não. Não me preocupo. Estou tentando avançar com o Kindle. É prático mas não é gostoso como o livro. Também tenho mania de fazer anotações e não me importo com o dobrar de pontinhas. Mas que me apego a eles, sem dúvida.

Viver é Perigoso