Translate

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MERCADO LÓGICO



Mais uma COP – Conferência das Partes da ONU

Dessa vez uma discussão sobre a degradação de terras/desertificação. Nesta 17ª cúpula da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Existem COPs sobre temas diversos. Proliferação de armas nucleares e mudança climática. Esta da degradação está sendo realizada em Ulan Bator capital da Mongólia. Com representantes de mais de 190 países. A reunião ocorre a cada dois anos desde 1997. Em 2018 na COP13 adotou-se uma estratégia para incentivar os países signatários da convenção contra a desertificação a elaborar planos nacionais voluntários sobre o tema.

A degradação da terra compromete a capacidade produtiva dos solos. A biodiversidade. E a disponibilidade hídrica. Afetando a segurança alimentar. A geração de renda da população. Além de aumentar a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.

Recentemente escrevemos que o Brasil já apresenta áreas de clima árido no norte da Bahia. Com calor crescente. Alta evaporação. E pouca chuva alteram paisagem da caatinga.

INPE e Cemaden já alertam desde 2023: que após 1960 as regiões brasileiras de clima semiárido aumentaram 75 mil km² por década. Isso equivale há mais de 3 estados de Sergipe a cada 10 anos!!!!! E daí é um pulo do semi árido para o árido como nos desertos.

Voltando a COP. O Brasil submeteu nessa COP das Nações Unidas pela primeira vez sua meta nacional para conter a degradação de terras. O governo brasileiro assumiu o compromisso de restaurar/evitar a degradação de 3,5 milhões de km² até 2030. O que corresponde a 43% do nosso território. Devíamos o compromisso desde 2018. Mais um compromisso ambiental sem avanço no governo (?) da dupla Jair/Salles. Salles vocês se lembram. Aquele ministro “passador de boiadas”. E detonador do Fundo da Amazônia com dinheiro sem pagamento futuro da Noruega e da Alemanha.

Outra o Brasil também tem um compromisso de zerar o desmatamento geral até 2034. Compensando o desmatamento p.ex. na Amazônia/Cerrado por áreas recuperadas/florestadas/reflorestadas em outras regiões.

A eleição presidencial ocorre em poucos dias. Queremos que compromissos como esses sigam em frente ou não? Em entrevista recente um dos presidenciáveis bem colocado nas pesquisa continuou negando as mudanças climáticas. Disse que só temos eventos extremos. Negação ao vivo e a cores nos mesmos dias que aconteceram as tragédias no Nepal/Tibete. E logo depois das crises hídricas na Europa/USA. Quer dizer nenhum compromisso com o meio ambiente.

Nesse momento a ONU dá como perdida a batalha para manter o aquecimento global em 1,5 º C. Vamos falar disso brevemente.

Como já dissemos o planeta não vota. Vote por ele. Senão continuaremos lascados.

Mercado-Lógico

Viver é Perigoso

Nenhum comentário: