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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

POIS É...



Confirmada pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a falência da Livraria Cultura.

Noticia já esperada, mas reascende a tristeza sentida, para aqueles que por anos, viveram momentos agradabilíssimos nos corredores da livraria, em especial aquele mágico, situado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

A rede chegou a operar 16 lojas em diferentes capitais, com presença em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre.

Nos últimos anos, tentava manter operações em formato reduzido, com unidades em Higienópolis, Pinheiros e Vila Leopoldina, na capital paulista. Todas foram desativadas entre o fim de 2025 e o início de 2026.

A trajetória da Cultura começou em 1947, como livraria familiar em São Paulo, e ao longo das décadas consolidou-se como uma das principais redes do País.

Lembrando que em 2017, a Cultura adquiriu a operação brasileira da Fnac. No comércio digital, também foi proprietária da Estante Virtual, posteriormente vendida ao Magazine Luiza em 2020.

A plataforma de comércio eletrônico da empresa também saiu do ar.

O passivo total atualizado da companhia é de R$ 288,3 milhões.

Confesso que já há alguns anos, sigo comprando mensalmente de 2 a quatro livros, quase sempre pela Amazon, claro, sem o indiscritível prazer de seguir pelos balcões, prateleiras e e sentar no sofá da espera folheando livros.

Viver é Perigoso

QUANTAS COPAS ?


Hoje (26) o meu cronista favorito, Ruy Castro, me alcança e completa os seus 78 anos. Comenta nos jornais sobre as suas Copas do Mundo vividas. No meu caso, já lá vão 68 de copas, com 17 copas vividas.

Não vou falar de Copa de 1954, na Suiça, mas me lembro bem da molecada na rua falar da marvilhosa seleção da Hungria, do Puskas, que perdeu de surpresa a final contra a Alemanha.

No meu caso, lembro-me bem da Copa de 1958 na Suécia. Ainda sem TV, escutei todos os jogos pelo rádio. A final, num domingo ali pela hora do almoço, ouvi no aparelho de rádio da padaria Boa Vista. Foguetório ao final na Rua Miguel Braga.

A de 1962, no Chile, foi um sufoco, com o Pelé machucado e o Garrincha carregando a seleção nas costas. Conheci bem o time. Fui com o meu pai e tios assistir a um treinamento da seleção, quando concentrada em Campos do Jordão.

A de 1966 foi um vexame na Inglaterra, com Portugal do Eusébio e  Coreia do Norte, surpreendendo. Copa já assistida pela televisão, em P&B, claro. Craque Eusébio de Portugal, encantando. Inglaterra campeã com com estranho na final contra a Alemanha.

A de 1970 foi um show no México. Pelé, Rivelino, Gerson, Tostão, Jairzinho. Assisti todos os jogos pela TV, ainda P&B, com meu pai e irmãos, exceto a final, que assisti na casa do Darly Guedes, no Bairro d Avenida.

Em 1974, na Alemanha, já formado e trabalhando em São Paulo, assisti quase todos os jogos no apartamento do amigo e colega de trabalho, Rogério, na Francisco Miquelina. Brasil foi mal. Surpresa o futebol total apresentado pela Holanda.

Em 1978, mais um vexame, desta vez na Argentina. Presenciei o Brasil ser eliminado assistindo o jogo no Anhembi, onde acontecia a Feira Eletro-eletrônica.

Em 1982, já com tv à cores, assistimos uma das melhores seleções de todos os tempos, treinada pelo Telê Santana, com Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo, Eder. Tristemente eliminada pela Itália, por uma bobeira. Tristeza. Tinhamos certeza de que seríamos campeões.

Em 1986, aconteceu no México, com o Brasil caindo fora numa triste disputa nos penalties contra a França. Tivemos que aguentar o Maradorna marcando goal com a mão.

Em 1990, na Itália, melhor esquecer. Eliminado pela Argentina com goal do Cannigia. Já morando de volta em Itajubá e assistindo na Boa Vista.  

Em 1994, desta vez nos EUA, alegria sem medidas. Assistindo ao vivo, junto coma Sônia a final contra a Itália, em Pasadena, com vitória nos penalties. Vibrando com Tafarell no goal. Festa em Los Angeles.

Em 1998, na França, assistindo em Itajubá pela TV. Estranho o mal estar do Ronaldo Fenômeno e o goal de cabeça do Zidane. Brasil eliminado meio que sem muita surpresa.

Em 2002, no Japão, só alegria, com Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo Fenômeno. Vitória tranquila sobre a Alemanha na final. Direto pela TV na terrinha.

Em 2006, melhor nem lembrar do gol do francês Henry que eliminou o Brasil. Sem maiores atrativos. Itália campeã, derrotando a França, mesmo com o brilhantismo do Zidane.

Seguindo com pouco interesse as copas seguintes.

Em 2010 na Africa do Sul, deu Espanha, 2014, no Brasil, deu Alemanha, 2018, na Rússia, deu França e 2022, no Qatar, deu Argentina.

Sinceramente... interesse relativo. Seguindo mais pelo entusiasmo dos netos.

Viver é Perigoso

HAJA !

 

Viver é Perigoso

MERCADO LÓGICO




Todo ano uma tragédia

Agora foi na Zona da Mata mineira. Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. 48 mortos e subindo. Pois há ainda há desaparecidos. Milhares de desabrigados. Prejuízos materiais de monta.

Infelizmente um exemplo para voltar ao tema das adaptações das cidades às mudanças climáticas. As cidades estão totalmente despreparadas. Dentro do novo "normal" do clima. Principalmente com a moradias precárias nos morros e encostas. e em áreas baixas sujeitas a enchentes e alagamentos. Um convite ao desastre.

Números mostram que Minas Gerais tem 3 das 10 cidades brasileiras com populações mais expostas a esses desastres. Juiz de Fora uma delas. Ainda assim o governo do Estado diminuiu de R$ 134,8 milhões para R$ 5,8 milhões a verba para combater problemas causados por chuvas em Minas Gerais. Entre 2023 e 2025.

Numa das nossas primeiras publicações aqui no blog levantamos os números dos cortes de verbas do governo Bolsonaro na área de prevenção. E a coisa segue por aí. A Prefeitura de Juiz de Fora (MG) tenta há quase um ano destravar a liberação de R$ 21,6 milhões do governo federal. Destinados a obras de contenção de encostas no município. O recurso, autorizado dentro do PAC, permanece bloqueado devido a pendências técnicas e documentais.

Desleixos com o tema só nos executivos ? NÃO ! Lembram da tragédia do RS? Dos 34 deputados federais gaúchos só 1 isso mesmo UM destinou verba específica para prevenção aos desastres climáticos.

Mas voltando a chuva meteorologistas e climatologistas de órgãos especializados (do Immet e do Cemaden) estão mostrando as razões para chover tanto. Em tão pouco tempo. Praticamente numa estreita faixa. Numa combinação de fatores: corredor de umidade, frente fria, relevo local e principalmente temperatura da água do oceano. Que empurra a evaporação para o interior do país. 3º C a mais que o normal evidenciando por aqui o que já acontece em outros lugares no mundo. Consequência do aquecimento global sem dúvida.

E continuaremos contabilizando e chorando as mortes de nossos irmãos Dentro da estúpida Marcha da Insensatez da humanidade.

Mercado-Lógico

Viver é Perigoso

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

DEPOIS DE UM LONGO E TENEBROSO INVERNO



A Primeira Turma do STF condenou nesta quarta-feira (25) os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

As penas foram de 76 anos e 3 meses.

Eles também terão de pagar R$ 7 milhões em reparação de danos para familiares das vítimas 

a) Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.

b) João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.

c) Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva — pena de 18 anos de prisão.

d) Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado — pena de 56 anos de prisão.

e) Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa — pena de 9 anos de prisão.

Viver é Perigoso

ZÉ FERINO


 Conversa com o Sr. Zé Ferino nas proximidades da Academia Tribo, na Boa Vista, é claro.

- Bom dia Camarada, o seu comentário sobre o Parque Tecnológico despertou minha curiosidade. Tirei meu Corolla da garagem e fui conhecer aquilo. Judiação. Melhor não falar nada.

- Pois é Sr. Zé, parece que em termos gerais, tirando os obas-obas no Parque parece que estamos devidamente lascados.

- Camarada, a situação atual me deixa triste ainda mais reconhecendo que a culpa é nossa.

- Nossa ? Como assim Sr. Zé ?

- Pois é Camarada, não cuidamos de buscar, incentivar e cuidar de novas lideranças. Na política, nas entidades de classe e associações, nas escolas superiores e na integração dos empresariado com as questões municipais. 

- Éhhh Sr. Zé, o Sr. tem razão. Confesso que conheço um ou dois vereadores, poucos professores das nossas Escolas e praticamente nenhum secretário municipal. A gente busca informações e é um marasmo danado.

- Camarada, está difícil. O prefeito teve que buscar o secretário de Ciência & Tecnologia, lá pelas bandas de Atibaia, da saúde parece que era ou é de Extrema, o da Educação veio de Santa Rita do Sapucai. Até do Rio Grande do Sul veio gente. 

- Éhhh...Sr. tem razão. Não precisam buscar culpados. Eles somos nós. 

Viver é Perigoso    

LIVRO, PRESENTE DE AMIGO




Irmãos - Alex Van Halen - Editora Belas Letras - 240 páginas -

Best-seller do New York Times.

Em tempo, livro já adquirido, resenha já lida, mas com previsão de lançamento nas livrarias em 20 de março/2026. Afinal, dica de livro também é presente.

Neste relato íntimo e aberto, nada como qualquer livro de memórias de rock and roll que você já leu, Alex Van Halen compartilha sua história pessoal de família, amizade, música e amor fraternal em uma homenagem notável ao seu amado irmão e companheiro de banda.

Esta é a carta de amor do baterista de setenta anos Alex Van Halen para seu irmão mais novo, Edward, (talvez "Ed", mas nunca "Eddie"), escrita enquanto ainda lamentava sua morte prematura.

Viver é Perigoso

DATA VENIA

 


Viver é Perigoso