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sexta-feira, 20 de março de 2026

UBER - IMPOSSÍVEL NUNCA TER UTILIZADO


Mais de 85% dos brasileiros já usaram o Uber ao menos uma vez em alguma situação, maior percentual entre os mais de 70 países onde a empresa opera. O Brasil é também o país do mundo onde a empresa faz mais corridas. Já foram 17 bilhões de viagens desde que a operação estreou em 2014, com R$ 230 bilhões em receita gerada aos motoristas. Temos mais de 2 milhões de parceiros [motoristas] que ganham dinheiro conosco no Brasil, seja com quatro rodas ou duas rodas. 

Dara Khosrowshahi - presidente do aplicativo de transporte

Blog: Tenho por mania, todas às vezes que saio de casa, contar os carros de aplicativos. Nunca a soma ficou abaixo de seis. Ainda não utilizei o serviço aqui em Itajubá. Mas em São Paulo uso direto.

Viver é Perigoso

FALAAAAAA !

 

Viver é Perigoso

LIVRO, PRESENTE DE AMIGO


 

"Assim Na Terra Como No Céu" - Ana Paula Maia - Editora Record - 143 páginas. Simplesmente terrível. Desloca o leitor de seu conforto.

Ana Paula Maia é escritora e roteirista. Tem publicados outros oito livros publicados. Tem livros traduzidos na Alemanha, Estados Unidos, Sérvia, França, Argentina e Itália.

Ana Paula Maia foi selecionada na pré-lista da versão internacional do Booker Prize, conhecido como um dos principais prêmios de literatura do mundo. A indicação veio com a obra 'Assim na terra como embaixo da terra', lançada no Brasil em 2017 e que foi publicada recentemente em inglês pela editora Charco Press. O título ficou como 'On Earth As It Is Beneath'.

Viver é Perigoso

MERCADO LÓGICO


 Haverá vencedores na guerra?

No momento indica só um: Bibi Netanyahu. Perdedores o resto do mundo. Inclusive o todo poderoso Donald.

O Irã está sendo destroçado. Mas luta. E usa a mais importante arma que tem. O efeito mundial da alta do preço do petróleo pelo bloqueio da sua rota.

Pela Lei da Oferta e Procura se um bem ou serviço sobe de preço quase que imediatamente cai a procura. E tenderia a retornar ao patamar anterior. Vemos isso nas safras agrícolas p. ex. Safras altas trazem preços menores. São denominados bens elásticos.

Mas nem todos os bens são assim. P.ex. os bens designados como inelásticos. Que tem demanda estável mesmo com grandes variações de preços. Ex. clássico o sal. Outro os medicamentos.

No mundo da modernidade outros bens se comportam quase como inelásticos. Praticamente todos os ligados a energia. Petróleo p. ex. É com isso que estão contando os iranianos no momento. Arma de guerra contra Donald e Bibi. Forçando o mundo a exigir o fim das hostilidades.

Sempre lembrando que na cadeia do petróleo também temos gás. Petroquímicos. E fertilizantes. No caso dos fertilizantes sua tremenda importância na produção de alimentos. Lembremos do início de outra guerra: da Ucrânia. Que desestabilizou o mercado desses insumos agrícolas.

Tanto é assim que o Donald se absteve de atacar refinarias. Petroleiros e campos de produção iranianos. Já o Bibi não quer nem saber. Atacou o maior complexo de GN do mundo. No Irã. Consequência? O óleo subiu mais 15%.

Irã tem sua tática. Bibi também e arrasta o Donald: no momento prolongar a guerra para manter-se no poder. E evitar o julgamento por corrupção. E continuar ocupando na surdina a Cisjordânia.

Mercado-Lógico

Viver é Perigoso

quinta-feira, 19 de março de 2026

ZÉ FERINO


Rápido encontro com o Sr. Zé Ferino nesta manhã estranha de quinta-feira, na Boa Vista, é claro.

- E aí Sr. Zé, como está de feriado ?

- Camarada, vou ser sincero. Nada mais esquisito do que feriado só aqui na cidade. A gente chega a pensar que o País todo parou. Vem o notíciario da televisão e mostra que tudo segue em frente. Sinceramente, eu até me perco um pouco.

- Éhhh... Sr. Zé, ainda mais com esse tempo indeciso, ou chove ou não chove, esfria ou não.

- Camarada, é aniversário da terrinha, mas não sei porque, uma coisa meia indecisa no ar.

- Éhh... Sr. Zé, talvez uma passada pelo Parque proporcione uma animada.

Viver é Perigoso

MÚSICA NO PARAÍSO



Contam os mais antigos que no Céu, isso mesmo no Paraíso, existe um local maravilhoso, e mesmo não poderia deixar de ser, onde costumam se reunir todas as sextas-feiras, músicos itajubenses que já tomaram o barco.

Desta vez resolvram antecipar o encontro de sexta para quinta-feira, afinal commora-se o aniversário de Itajubá 

Histórias são lembradas e músicas são ouvidas.

O organizador dos saraus é o Senhor Licurgo Mineiro de Souza Nogueira, na verdade, nascido em Cristina e fundador da mais antiga Filarmônica que se tem notícia em Itajubá. Lá pelos idos de mil oitocentos e poucos. Senhor Licurgo é conhecido, por entre as nuvens, por sempre estar assobiando o dobrado de sua autoria, com o nome de Boa Vista, é claro.

Apareceu por lá, excepcionalmente, o Dr. Theodomiro Santiago, ligado ao pessoal, por ter ter introduzido em 1906, as aulas de música no Colégio de Itajubá, que ficaram sob responsabilidade do maestro Francisco Nisticó, que chegou acompanhando o  fundador da Unifei.

Numa rápida vistas de olhos, notava-se a presença do Maestro Luiz Melgaço, virtuose da clarineta, que ficou conhecido, entre outros méritos, por ter composto o "Hino de Brasília". Sempre simpático o Maestro Antonio Venturelli Ferrer, tratado pelos amigos de Juju Venturelli, criador da Banda de Música da Fábrica de Armas (Imbel), em 1934.

No grupo mais alegre, conversavam os fundadores da Lira São José (da Boa Vista, é claro), que lembravam o primeiro de maio de 1957, quando liderados pelo Padre Adão (ainda não tinha chegado), Luís Riera, Juca Rocha, Zé de Almeida, Carlos Galvão e Henrique Barbosa, oficializaram a criação da Lira.

Algumas senhoras presentes eram tratadas com carinho especial. A pianista Emília Sanches Coelho, Dona Salô Vianna e Dona Jandira Coelho, conhecida empresária que proveu muitos concertos na cidade.

A alegria corria solta no grupo, onde se via, Quim Miranda, Menino Miranda, Joubert Guimarães, Prótogenes Pinto de Almeida, Romeu Venturelli, Benedito Nascimento, Naildo Rezende, Pedro Feichas, José de Olivas, Assis, todos centralizando as atenções para as falas dos maestros Fructuoso Vianna e Luiz Ramos de Lima.

A conversa girava sobre as festividades do aniversário de 207 anos de Itajubá. Todos buscavam informações sobre os artistas escolhidos pela prefeitura para abrilhantar tão importante ocasião. 

Comentários sobre a ausência de músicas clássicas, de orquestras e até, porque não, de blues, jazz e chorinhos.

A atenção de todos foi chamada pelo respeitado Wenceslau Braz. Gente, respeitem o gosto da rapaziada, o nosso tempo passou. Precisamos incentivar a moçada no poder a pelo menos, providenciar um piano para o Teatro Municipal.

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA




E coloca bonita nisso. Completa 90 anos hoje (19) a suiça Ursula Margo Andress, simplesmente Ursula Andress, um dos maiores símbolos sexuais das telas na década de 60.

Lançada como "bond girl" no primeiro filme de James Bond - 007 Contra o Satânico Dr. No (1962).

A cena icônica de Ursula Andress no filme Contra o Dr. No , emergindo do mar cantarolando uma melodia, vestida com um biquíni branco e uma faca na cintura — sob o olhar atento de um jovem Sean Connery, cujas sobrancelhas se erguem à medida que ele se aproxima dela — é história do cinema.

O famoso biquini branco - feito por ela mesma, que não ficou satisfeita com os apresentados pelos figurinistas - foi vendido num leilão em 2001 por US$ 80 mil.

Trabalhou em muitos outros filmes, em papéis sensuais, que exploravam sua beleza física, ao lado de Elvis Presley, Frank Sinatra, Marcelo Mastroianni, George Peppard, Alain Delon, Charles Bronson.

Teve uma vida amorosa atribulada. Depois do fim do casamento com John Derek, em 1957, se relacionou com Jean-Paul-Belmondo, com Ryan O´ Neal, com Warren Beatty e acreditam, com o jogador de futebol brasileiro, Paulo Roberto Falcão.

Do seu relacionamento com o ator Harry Hamlin, aos 44 anos, teve um filho.

Vive hoje discretamente entre Roma e os Estados Unidos.

A crítica especializada a definiu como "a mais espetacular peça de arquitetura natural da Suíça desde os Alpes" e um chefe de estúdio de Hollywood como "um dos maiores corpos do mundo ocidental.

Viver é Perigoso

ANA MARINHO


Como diz Edson Riera , viver é perigoso...

Sabe, eu fico aqui pensando — e pensando fundo — no que passa pela cabeça de quem olha para o nosso país sendo indicado a um prêmio como o Oscar… e, ainda assim, escolhe torcer contra.

É como ver uma árvore carregada de frutos e, em vez de celebrar a colheita, desejar a seca. Não faz sentido. A conta não fecha.

O cinema brasileiro tem história, tem raiz, tem alma. Ele nasce do barro das nossas vivências, das dores e das belezas que só quem vive aqui conhece. O fato de Agente Secreto não levar uma estatueta não apaga sua grandeza — porque reconhecimento de verdade não mora só no brilho do ouro, mora no impacto que a obra deixa no coração de quem vê, de quem sente, de quem entende.

O que entristece não é a ausência de um prêmio. É a ausência de olhar. É perceber que, para alguns, a cultura virou campo de batalha, quando na verdade ela sempre foi ponte. Cultura não tem partido, não veste camisa, não levanta bandeira — ela abraça, ela une, ela revela quem somos.

E quando alguém reduz isso a uma disputa rasa, revela mais sobre si do que sobre a obra. É como tentar medir o mar com um copo: não é o mar que é pequeno — é o instrumento que não alcança.

Eu confesso que decepciona, sim. Não pela crítica — porque a crítica constrói — mas pela ignorância travestida de opinião, pelo olhar estreito que insiste em enxergar sombra onde existe luz.

No fim das contas, cultura é isso: é a capacidade de enxergar além de si mesmo. E quem não consegue fazer isso… não está discordando — está apenas não alcançando.

E talvez a verdade mais dura seja essa: não é a arte que divide as pessoas… são as pessoas que, por não compreenderem a arte, escolhem viver divididas.

Ana Marinho

Viver é Perigoso