Translate

quinta-feira, 19 de março de 2026

MÚSICA NO PARAÍSO



Contam os mais antigos que no Céu, isso mesmo no Paraíso, existe um local maravilhoso, e mesmo não poderia deixar de ser, onde costumam se reunir todas as sextas-feiras, músicos itajubenses que já tomaram o barco.

Desta vez resolvram antecipar o encontro de sexta para quinta-feira, afinal commora-se o aniversário de Itajubá 

Histórias são lembradas e músicas são ouvidas.

O organizador dos saraus é o Senhor Licurgo Mineiro de Souza Nogueira, na verdade, nascido em Cristina e fundador da mais antiga Filarmônica que se tem notícia em Itajubá. Lá pelos idos de mil oitocentos e poucos. Senhor Licurgo é conhecido, por entre as nuvens, por sempre estar assobiando o dobrado de sua autoria, com o nome de Boa Vista, é claro.

Apareceu por lá, excepcionalmente, o Dr. Theodomiro Santiago, ligado ao pessoal, por ter ter introduzido em 1906, as aulas de música no Colégio de Itajubá, que ficaram sob responsabilidade do maestro Francisco Nisticó, que chegou acompanhando o  fundador da Unifei.

Numa rápida vistas de olhos, notava-se a presença do Maestro Luiz Melgaço, virtuose da clarineta, que ficou conhecido, entre outros méritos, por ter composto o "Hino de Brasília". Sempre simpático o Maestro Antonio Venturelli Ferrer, tratado pelos amigos de Juju Venturelli, criador da Banda de Música da Fábrica de Armas (Imbel), em 1934.

No grupo mais alegre, conversavam os fundadores da Lira São José (da Boa Vista, é claro), que lembravam o primeiro de maio de 1957, quando liderados pelo Padre Adão (ainda não tinha chegado), Luís Riera, Juca Rocha, Zé de Almeida, Carlos Galvão e Henrique Barbosa, oficializaram a criação da Lira.

Algumas senhoras presentes eram tratadas com carinho especial. A pianista Emília Sanches Coelho, Dona Salô Vianna e Dona Jandira Coelho, conhecida empresária que proveu muitos concertos na cidade.

A alegria corria solta no grupo, onde se via, Quim Miranda, Menino Miranda, Joubert Guimarães, Prótogenes Pinto de Almeida, Romeu Venturelli, Benedito Nascimento, Naildo Rezende, Pedro Feichas, José de Olivas, Assis, todos centralizando as atenções para as falas dos maestros Fructuoso Vianna e Luiz Ramos de Lima.

A conversa girava sobre as festividades do aniversário de 207 anos de Itajubá. Todos buscavam informações sobre os artistas escolhidos pela prefeitura para abrilhantar tão importante ocasião. 

Comentários sobre a ausência de músicas clássicas, de orquestras e até, porque não, de blues, jazz e chorinhos.

A atenção de todos foi chamada pelo respeitado Wenceslau Braz. Gente, respeitem o gosto da rapaziada, o nosso tempo passou. Precisamos incentivar a moçada no poder a pelo menos, providenciar um piano para o Teatro Municipal.

Viver é Perigoso

Nenhum comentário: