Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
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terça-feira, 19 de novembro de 2019
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
CACIQUES DO FUNDO PARTIDÁRIO
Teoricamente, as eleições de 2020 - prefeitos e vereadores - serão bancadas majoritariamente por dinheiro público.
O governo federal reservou R$ 2,5 bilhões para o fundo eleitoral. Os senhores parlamentares sonham em aumentar para R$ 4 bilhões.
Todos tem certeza que os recursos públicos ficarão concentrados na elite política.
Valores estimados e responsáveis:
PT R$ 247,1 milhões - Gleici Hofmann
PSL R$ 244,9 milhões - Luciano Bivar
MDB R$ 181,3 milhões - Romero Jucá
PSD R$ 168,1 milhões - Gilberto Kassab
PP R$ 167,7 milhões - Ciro Nogueira
PSDB R$ 159,9 - Os mesmos
DEM - R$ 142,9 milhões - ACM Neto
PR - R$ 134,5 milhões - Candelaria
PSB - R$ 134,0 milhões - Carlos Siqueira
PDT - R$126,9 milhões - Carlos Lupi
E por aí afora...
Como sempre, deverão deitar e rolar.
Viver é Perigoso
domingo, 17 de novembro de 2019
PANORAMA VISTO DA PONTE
Como recomendou um comentarista do "viver é perigoso" o melhor a fazer é esquecer esse projeto maluco do Prefeito e seu Vice de aprovar, dentro do Plano Diretor, o aterro da Várzea do Ribeirão Piranguçu.
O Executivo tem sob controle a maioria absoluta da Câmara Municipal, a contar do seu presidente, mesa diretora e comissões em geral.
Não podemos chegar ao exagero de pensar que não existem gotas de democracia vindas da Administração Municipal. Por exemplo, os vereadores tem tido a liberdade de discutir a alimentação dos pombos de rua. Fundamental.
Sorte dos três vereadores evangélicos que se o Executivo exigir a suas conversões imediata, com todo o respeito as crenças e religiões, ao islamismo e outras. Acatariam na hora.
Vai prevalecer a esfarrapada desculpa da necessidade de área para implantação de novas empresas. Áreas estão sobrando.
Partindo do princípio que a prioridade reafirmada nas manchetes do jornal e rádios, a prioridade seria a atração de empresas de base tecnológica, no início de 2018, a Unifei cedeu uma área de 458.000 m2 para a Inovai, entidade, com a participação (?) da prefeitura para implantação e gestão do Parque Tecnológico.
E....?
Pobre terrinha. Até as crianças do Grupo Escolar Rafael Magalhães, na Boa Vista, é claro, sabem dos interesses comerciais envolvendo a área da Várzea do Piranguçu. Conhecem o passado, a determinação no presente para o aterro e só não sabem sobre o futuro.
Sobre o futuro da área é melhor desenhar.
Os proprietários da área, como já fizeram com uma área já liberada anteriormente para o aterro, irão desbastar um morro (possivelmente também de sua propriedade), promovendo mais um loteamento, descarregando a terra na várzea.
Empresas que não se aproximaram do município nos últimos 8 anos, entusiasmadas com a nova área, virão correndo. A cessão de área é de responsabilidade do município e lembrem-se a área a ser aterrada continua particular. A prefeitura terá que pagar indenização para a desapropriação do terreno e doação para as futuras empresas que se interessarem em vir para a cidade. Como recursos públicos continuarão escassos, funcionará a tradicional e velha permuta. Ou seja: área aterrada por área nobre.
E...?
Ainda, a prioridade para instalação de empresas tecnológicas é para tempos de bonança. A Brilux, empresa nordestina que teria comprado o prédio da antiga Hora Minas é uma bem sucedida fabricante de detergentes, amaciantes de roupas e produtos de limpeza em geral, recomendados (nas próprias embalagens) para serem armazenados longe do alcance de crianças, foge um pouco do viés tecnológico tradicional. Instalada na cabeceira do Rio Sapucaí, na certa exigirá cuidadosos e elevados custos no controle de resíduos. Mas, empregos é a prioridade, até então, relegada em segundo plano.
Vamos lá...
Viver é Perigoso
sábado, 16 de novembro de 2019
CHURRASCO DE SÁBADO
Todos sabem que a Proclamação da República se deu numa sexta-feira, 15 de novembro. No dia seguinte, num sábado ensolarado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, certamente sem farda e com bermudões largos, encarando um belo churrasco, os golpistas, no bom sentido, Deodoro, Floriano, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa, Campos Sales, todos membros da Maçonaria, discutiam animadamente sobre os símbolos a serem adotados na República.
Depois de uma lasca de picanha, Deodoro questionou, chamando atenção de todos:
Bom gente, e agora ? como vamos tocar isso ?
Floriano argumentou: Precisamos criar os símbolos da República.
Como todos eram muito ligados ao movimento positivista do filósofo francês Augusto Comte, trataram de aprovar a bandeira nacional com o dístico Amor, Ordem e Progresso.
A coisa ia bem, até que uns militares, cariocas, é claro, presentes, implicaram com o "amor" (parece coisa de veado,teriam dito). Daí só ficou o "ordem e progresso".
No mesmo sábado, num botequim da Praça XV, o francês Gastão de Orléans, chamado pelos amigos de Conde d´Eu, caso com a Princesa Isabel, herdeira do trono, vendo fugir a possibilidade de, futuramente, dar as cartas no reino, lamentava:
- Foi golpe. Foi Golpe...
Viver é Perigoso
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