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sábado, 22 de junho de 2024

PRÁ PENSAR


"Vale a pena morrer por tudo aquilo que, sem existir, não vale a pena viver."

Salvador Allende

Viver é Perigoso

REVOLUÇÃO NO FUTEBOL



Comandados por um extraordinário jogador chamado Sócrates, que era o mais respeitado e o mais querido, faz lá se vão alguns anos, ainda nos tempos da ditadura militar, os jogadores brasileiros conquistaram a direção do Corínthians, um dos clubes mais poderosos do País.

Insólito, jamais visto: os jogadores decidiam tudo, entre todos, por maioria. Democraticamente, discutiam e votavam os métodos de trabalho, os sistemas de jogo que melhor se adaptavam a cada partida, a distribuição do dinheiro arrecadado e todo o resto. Em suas camisetas estava escrito "Democracia Corintiana".

Depois de dois anos, os dirigentes afastados recuperaram o poder emndaram parar. Mas enquanto a democracia durou, o Corinthians, governado pelos seus jogadores, ofereceu o futebol mais audaz e vistoso do País inteiro, atraiu as maiores multidões aos estádios e ganhou duas vezes seguidas o campeonato paulista.

Eduardo Galeano

Viver é Perigoso

CREDIBILIDADE

 

Viver é Perigoso

sexta-feira, 21 de junho de 2024

NOS ENCONTRAREMOS LÁ

 


Viver é Perigoso

CAFÉS COM HISTÓRIA


No Café Tortoni, de Buenos Aires, foi fundado o primeiro grupo de artistas e escritores argentinos.

A  Academia Brasileira de Letras, presidida pelo romancista Machado de Assis, se reunia no Café Colombo, do Rio de Janeiro.

No Café Paraventi, na Cidade de São Paulo, Olga Benário e Luiz Carlos Prestes imaginavam a revolução brasileira.

Nos tempos do exílio, Trótski e Lênin discutiam a revolução russa no Café Central, em Viena.

Algumas obras-primas do poeta português Fernando Pessoa foram escritas no Café A Brasileira, de Lisboa.

Enquanto nascia o século vinte, Pablo Picasso fez a primeira exposição de suas obras no Café Els Quatre Gats, de Barcelona.

Em 1894, o escritor Ferenc Molnar jogou nas águas do Danúbio as chaves do Café New York, de Budapest, para que ninguém trancasse a porta.

Em 1898, Émile Zola escreveu o célebre texto "J`Accuse no Café de la Paix, em Paris.

Em 1914, o socialista Jean Jaurès, que havia declarado guerra às guerras, foi assassinado no Café du Croissant, em Paris.

O Café Riche, no Cairo, foi, em 1919, o centro da insurreição egípcia contra a ocupação britânica.

Em 1921, foi inaugurado em Chicago o Sunset Café, onde Louis Armstrong e Benny Goodman abriram as asas da sua música.

Eduardo Galeano  

Viver é Perigoso

BRAZIL...ZIL...ZIL...



O Brasil tinha 100,7 milhões de profissionais ocupados em 2023, volume que representa o maior patamar da história. A estimativa recorde foi alcançada com a entrada de 1,1 milhão de pessoas no mercado de trabalho ao longo do ano passado, mostram dados revelados nesta sexta-feira (21) pelo IBGE.

Viver é Perigoso

POR QUÉ NO TE CALLAS ?

 


Viver é Perigoso

quinta-feira, 20 de junho de 2024

LIVRO, PRESENTE DE AMIGO

 


Chances de conhecer a história e buscar o equilíbrio. Leitura oportuna " 8/1 A Rebelião dos Manés - Ou esquerda e direita nos espelhos de Brasília". - Pedro Fiori Arantes, Fernando Frias e Maria Luiza Meneses - Editora Hedra - 180 páginas.

Desde novembro de 2022, parcela dos "patriotas" se apresenta como "manés em revolta" Adotaram a autodeterminação "Mané" depois que Luís Roberto Barroso, ministro do STF, abordado por um jairzista após a eleição de Lula, virou-se com um leve sorriso e disparou: "Perdeu Mané, não amola".

A rebelião dos manés" é uma análise política da história do tempo presente que problematiza uma inversão decisiva nas lutas sociais do Brasil: por que a direita se tornou ativista e audaz enquanto a esquerda novamente está refém do realismo político e da gestão comportada do sistema?

Ao investigarem os traços distintivos do ataque bolsonarista a Brasília em 8 de janeiro de 2023, os autores analisam como a extrema-direita incorporou os impulsos políticos, rebeldes e estéticos da esquerda, reconfigurando-os ao seu modo e em sentido golpista. Além disso, resgatam o imaginário social dos levantes populares, incluindo Junho de 2013, sondam as influências norte-americanas e dissecam o instrumental reacionário manifesto nos herdeiros da ditadura, em Olavo de Carvalho, no MBL, nos 300 do Brasil e no salvacionismo evangélico ― todos combinados, fomentando a rebelião dos "manés"..

Os autores empreendem não apenas uma análise da visualidade e do imaginário dos novos rebeldes, de suas tramas e desfaçatez política, como apontam caminhos ainda possíveis para uma esquerda que precisa retomar a imaginação coletiva, a crítica radical e a rebeldia insurgente a fim de alterar o curso da história em favor dos despossuídos.

Viver é Perigoso