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sábado, 14 de janeiro de 2023

ENQUANTO ISSO, EM ORLANDO


Hospedado em um condomínio na região de Kissimmee, Jair distribuiu autógrafos e assinou até tênis e bonecas.

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

 

Annelise Fuchs
Viver é Perigoso

SONHO DE CONSUMO

 


Viver é Perigoso

RECORDE !

Anderson Torres - Quinze dias atrás era Ministro da Justiça do governo Jair. Treze dias atrás era Secretário de Segurança do Distrito Federal.

Hoje, 14 de janeiro de 2023, mais um preso em Brasília.

Pelo andar da carruagem e não querendo carregar a responsabilidade pela "tentativa de golpe" acontecida, deve relatar o ocorrido e demais personagens envolvidas.

Outros poderão ser recolhidos. Mas o recorde de tempo entre estar no poder e na prisão, ninguém tirará dele.

É a vida...

Viver é Perigoso

FABRICA DE ESTRELAS

 



Esta é outra imagem espetacular do supertelescópio espacial James Web.

A imagem mostra NGC 346, uma região a cerca de 200 mil anos-luz da Terra, onde muitas estrelas estão sendo criadas.

A NGC 346 está inserida em uma galáxia satélite da nossa própria galáxia, a Via Láctea, chamada Pequena Nuvem de Magalhães — e é usada como um laboratório para o estudo dos processos de formação das estrelas.

Maravilha !

Viver é Perigoso

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

DE SÃO LOURENÇO DE VOLTA PARA BRASÍLIA

 


Presidente do STF, Rosa Weber recebe do ministro Flávio Dino (Justiça) réplica da Constituição roubada por radicais nos ataques no DF.

Viver é Perigoso

ACABOU ?

 

Viver é Perigoso

MOÇA BONITA


Enedina Alves Marques nasceu em Curitiba, em 13 de janeiro de 1913. Formou-se em Engenharia Civil em 1945 pela Universidade Federal do Paraná, entrando para a história como a primeira mulher a se formar em engenharia no Paraná e a primeira engenheira negra do Brasil.

Filha de doméstica, foi criada na casa da família do delegado e major Domingos Nascimento Sobrinho, para quem sua mãe trabalhava. Enedina tinha a mesma idade da filha de Domingos e, para que pudessem fazer companhia uma a outra, ele a matriculou nos mesmos colégios da filha. Assim, Enedina Alves foi alfabetizada na Escola Particular da Professora Luiza Dorfmund, entre 1925 e 1926. No ano seguinte, ingressou na Escola Normal, onde permaneceu até 1931. Entre 1932 e 1935, passou a trabalhar como professora no interior do estado.

Entre 1935 e 1937, voltou a Curitiba para fazer o curso intermediário (equivalente a um supletivo ginasial, exigido para o magistério). Em 1938, fez curso complementar em pré-Engenharia e, em 1940, ingressa na Faculdade de Engenharia da Universidade do Paraná, graduando-se em Engenharia Civil no ano de 1945.

Em 1946, tornou-se auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas. No ano seguinte, foi descoberta pelo governador Moisés Lupion, que a transferiu para o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica. Trabalhou no Plano Hidrelétrico do Paraná e atuou no aproveitamento das águas dos rios Capivari, Cachoeira e Iguaçu. Para muitos, a Usina Capivari-Cachoeira foi seu maior feito como engenheira. Dentre outras obras, destacam-se o Colégio Estadual do Paraná e a Casa do Estudante Universitário de Curitiba (CEU).

Apesar de vaidosa em sua vida pessoal, durante a obra na Usina ficou conhecida por usar macacão e portar uma arma na cintura para se fazer respeitada. Enérgica e rigorosa, impunha-se sempre, pois, além de ser mulher trabalhando num ambiente majoritariamente ocupado por homens, era negra.

Estabelecida no governo e com carreira estruturada, entre os anos 1950 e 1960, Enedina dedicou-se a conhecer o mundo e outras culturas. Nesse mesmo período, em 1958, o major Domingos faleceu, deixando-a como uma de suas beneficiárias no seu testamento. Sua casa, onde Enedina viveu com a mãe durante a infância, foi desmontada e abriga o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 1962, Enedina se aposentou e recebeu o reconhecimento do governador Ney Braga, que, por decreto, admitiu os feitos da engenheira e lhe garantiu proventos equivalentes ao salário de um juiz. Enedina faleceu em 1981. Em 1988, uma importante rua no bairro Cajuru em Curitiba recebeu o seu nome. No ano de 2000, foi imortalizada no Memorial à Mulher, localizado na capital do Paraná, ao lado de outras 53 mulheres pioneiras do Brasil. Em 2006, é fundado o Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques, em Maringá-PR.

Dica: Perlustrador da Mantiqueira

Facebook: O Google homenageou hoje (13/01/2023) Enedina Alves, a primeira mulher negra a se formar em engenharia no Brasil. Pois há vários anos ela já faz parte do maravilhoso muro da Unifei.
Dagoberto Almeida

Viver é Perigoso