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sexta-feira, 9 de julho de 2021

CANTINHO DA SALA



Abdoulaye Diarrassouba, simplesmente Aboudia. É um artista contemporâneo africano radicado no Brooklin , Nova York, que trabalha em seus estúdios em  Abdjan e na cidade de Nova York.

Ele nasceu em 1983 na Costa do Marfim, e se formou na School of Applied Arts de Bingerville em 2003. Em 2005, ele se formou no Institut des Arts de Abidjan. Ele alcançou um público internacional pela primeira vez durante o cerco de Abidjan em 2011, quando o conflito chegou perto de seu estúdio. Ele foi exibido em Basel, Miami, Volta, Nova York, Singapura e Hong Kong. Ele também fez várias exposições individuais com galerias em Nova York, Londres, Barcelona, ​​Copenhague e muito mais. 

Muitos no mundo da arte relacionam o seu trabalho a Jean-Michel Basquiat.

Viver é Perigoso

REVOLTO-ME, PORTANTO EXISTO *


" Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam. "

Antoine de Saint-Exupéry

9 de julho de 1932

Noite fria de sábado em São Paulo. Os cinemas no centro da cidade exibiam " O médico e o monstro" , O campeão", "Susan Lenox", "Melodia Cubana" e " M, o vampiro de Dusseldorf".

No Clube Comercial do Anhangabaú o baile seguia com os passos ritmados pelos acordes românticos da orquestra.

De repente, o clima de encantamento foi quebrado pela entrada súbita de um estudante de Direito, que ofegante, deu o aviso:

"Estourou a Revolução ! Estourou a Revolução !

O baile se encerrou imediatamente.

Na Rádio Record, a notícia foi comunicada pelo exaltado locutor Cesar Ladeira, ele próprio, estudante de Direito de 21 anos. Como tema de fundo, era tocada a vibrante marcha Paris-Belfort, do francês Antonin Xavier Farigoul.

Dizia a Nota Oficial : "Neste momento, assumimos as supremas responsabilidades do comando das forças revolucionárias empenhadas na luta pela imediata constitucionalização do País. General Isodoro Dias Lopes.

De Itajubá, atravessando a Mantiqueira pela Vila Maria, partiu o Dr. Theodomiro Santiago para juntar-se às forças paulistas, onde se tornou um dos líderes.

Com o fim da revolução (durou de julho a outubro de 1932), ele foi preso em sua casa na cidade de Itajubá e conduzido ao Rio de Janeiro. Foi expatriado junto com outros companheiros. Partiu para o banimento em novembro de 1932, chegando em Lisboa, a bordo do navio Siqueira Campos", em 18 de novembro de 32.

Talvez tenha sido o primeiro e único itajubense enviado para o exílio em toda a nossa história.  Os tempos eram outros.

Oficialmente contabilizam -se 934 mortos. Na verdade, ultrapassaram os 2.000.

* Alberto Camus

Viver é Perigoso


PÔ, DATAFOLHA !




Viver é Perigoso

NOSSA ESCOLA



No último dia 6 de julho, foi publicada, no site do Ministério da Educação (MEC), a notícia sobre o credenciamento de oito novos grupos de pesquisa das universidades federais para desenvolverem projetos de inovação com a indústria brasileira.

Entre as diversas áreas em que os projetos podem ser desenvolvidos, a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) foi credenciada para projetos de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica, incluindo Renováveis, mais especificamente nas linhas de Geração Distribuída com Fontes Alternativas e Automação de Sistemas Elétricos de Potência.

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) vai disponibilizar R$ 15 milhões, não reembolsáveis, para as novas unidades. A meta é gerar 75 projetos e cerca de R$ 36 milhões em investimentos de inovação, contando com a contrapartida financeira por parte do setor empresarial.

Com esse novo credenciamento, passa para 26 o número de unidades EMBRAPII em 23 universidades federais, que estão à frente de 310 projetos, de 197 empresas apoiadas, somando R$ 473 milhões em investimentos.

A equipe é composta por 25 docentes de diversos grupos de pesquisa, coordenados pelo professor Dr. José Policarpo Gonçalves de Abreu.

Viver é Perigoso

TIREM AS CRIANÇAS DA SALA

 

Viver é Perigoso

quinta-feira, 8 de julho de 2021

SARAVÁ !


Viver é Perigoso

 

RETRATO DO MOMENTO



Ouvido hoje de um amigo de passagem pela terrinha:

"Acredito que o Jair não consiga terminar o mandato. Se terminar e for candidato em 2022, não chegará no segundo turno. Caso não se viabilize uma terceira via, ele será derrotado no segundo turno, com uma diferença enorme que descartará qualquer mimimi sob alegação de fraude nas urnas "

A rejeição a Jair Bolsonaro subiu e atingiu 51%, de acordo com a pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8). Esse é o maior índice registrado pelo instituto para o presidente desde que ele assumiu, em 2019.

Na última pesquisa publicada em maio, Bolsonaro tinha seu governo avaliado como ruim ou péssimo por 45% dos entrevistados.

Os números são parecidos com os da pesquisa XP/Ipesp, também divulgada hoje. Nela, Bolsonaro tem 52% de rejeição e e 25% de aprovação.

Viver é Perigoso

UM HOMEM, UMA MULHER



Os vinte anos de idade estavam próximos (1967). Assistimos no Cine Presidente, o marcante "Um homem, uma mulher", do francês Claude Lelouch, com a Anouk Aimée (Anne) e Jean Louis Trintignant (Duroc).

Música inesquecível do Francis Lay e o brasileiro Samba Saravah, do Baden Powell e Vinícius de Morais.

Simplesmente, Oscar de melhor filme estrangeiro e melhor roteiro original, em 1967. Palma de Ouro em Cannes em 1966 e Globo de Ouro nos EUA em 1967.

Lembrando: o piloto de corridas Jean-Louis Duroc e Anne Gauthier, dois viúvos recentes, encontram-se por acaso quando visitam seus respectivos filhos num colégio interno, e isso se repete todos os finais de semana. Um dia, Anne perde o trem e Jean-Louis oferece-lhe uma carona de volta a Paris e eles acabam tornando-se amigos chegados e, finalmente, apaixonados, mas percebem que as lembranças dos cônjuges falecidos ainda são muito fortes.

Maravilha: filme em P&B e colorido. O diretor utilizou a cor para localizar os espectadores no tempo: o colorido representa as lembranças e, o preto e branco, o momento presente.

Sem sucesso, Claude Lelouch filmou em 1986 uma sequência, "Um homem, uma mulher:20 anos depois", repetindo o par central com Anouk e Trintignant.

Agora, estreando nos cinemas, o terceiro da série, intitulado "Os melhores anos de uma vida", que conta a história do aposentado piloto de corrida Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) que, mesmo fisicamente debilitado e com sérios problemas de memória, ainda se recorda de Anne (Anouk Aimée), uma roteirista de cinema com quem viveu um grande amor na juventude. A “mocinha”, a quem a velhice foi mais gentil, é convidada pelo filho de Jean-Louis, Antoine Duroc (Antoine Sire), a visitar o ex, na esperança de que seu encontro possa trazer algum conforto a ele e, quem sabe, trazer à memória a felicidade de um antigo amor.

Viver é Perigoso