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sábado, 26 de dezembro de 2020

REPÚBLICA DE JUÍZ DE FORA


Tomou o barco hoje (26/12), o Sr. Djalma Moraes (83 anos), aliado fiel do ex-presidente Itamar Franco e ex-presidente por diversos mandatos, da Cemig.

Quase desanimado de tentar colocar no mercado nacional um componente elétrico que iniciava a sua produção no Brasil por uma empresa espanhola, um amigo me sugeriu procurar o Sr. Marcelo Siqueira, presidente da Copasa, muito simpático e de acesso fácil.

Acontecendo e ouvindo-me, gentilmente o Sr. Marcelo Siqueira me colocou em contato direto com o Sr. Djalma Moraes.

Convencido da qualidade do produto, orientou que o mesmo fosse submetido a testes pela Cemig. O que aconteceu, obtendo a sua aprovação com louvores.

Participando de licitações da Cemig, o produto conseguiu entrar no mercado e a referência "Cemig" abriu as portas do mercado.

Consegui manter contatos esporádicos tanto com Marcelo Siqueira, como com Djalma Moraes, já então, com variantes políticas nas conversas.

Bons tempos.

Viver é Perigoso   

OLHA A VACA !


A vacina era uma grande novidade. Em 1796, na Inglaterra, o médico Edward Jenner observou que os camponeses que ordenhavam vacas infectadas e contraíam a varíola bovina - uma variação inofensiva da doença— por alguma razão passavam a sair ilesos dos surtos de varíola humana.
 
Para verificar se não se tratava de mera coincidência, ele decidiu retirar o pus das bolhas localizadas nas mamas das vacas doentes e inoculá-lo em cobaias humanas. O experimento teve o resultado imaginado. 

Jenner, assim, comprovou o poder protetor do pus infectado com a varíola animal.

O médico inglês batizou o pus terapêutico de “vacina”, uma derivação da palavra latina vacca. Na época, bastava dizer “vacina”, sem especificar a doença. 

Por muito tempo, a varíola foi a única enfermidade contra a qual existiu imunização.

Viver é Perigoso

ENTÃO É NATAL...

 

Viver é Perigoso

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

FELIZ NATAL


Viver é Perigoso

FAZ ESCURO


Faz escuro mas eu canto,

porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.

Thiago de Mello

Tive o privilégio de conversar com o admirado poeta, por mais de uma vez, em Manaus, no final dos anos 70, onde vivíamos. Não de poesia, mas de política.
Amadeu Thiago de Mello, simplesmente Thiago de Mello, amazonense de Barreirinha. É um dos poetas mais influentes e respeitados no país, reconhecido como um ícone da literatura regional.

Tem obras traduzidas para mais de trinta idiomas. Preso durante a ditadura, exilou-se no Chile, encontrando em Pablo Neruda um amigo e colaborador.

No exílio, morou na Argentina, Chile, Portugal, França,  Alemanha Com o fim do regime militar, voltou à sua cidade natal, Barreirinha, onde vive até hoje.

Viver é Perigoso

PINTANDO SENTIMENTOS


O texano John Bramblitt, está com 49 anos de idade. Ficou cego aos 30 e começou a pintar aos 31.

Conhecido por suas cores brilhantes e um estilo que é uma mistura de impressionismo com arte pop.

Bramblitt descobriu ser possível "enxergar através do tato" usando a chamada visão háptica. Com tinta de secagem rápida, ele consegue sentir na ponta dos dedos a forma que compõe na tela e, com o auxilio de etiquetas em braile nos tubos de tinta, consegue fazer a mistura certa da cores.

John Bramblitt é casado e tem um filho.

Diz ele: " Para mim, o mundo é muito mais colorido agora de quando eu enxergava".

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Jean-Michel Basquiat - Hara, 1981

Viver é Perigoso

 

SAUDADE

O saudoso Rubem Alves, que teve educação religiosa protestante, confessava que, quando menino, lá nas Minas Gerais, tinha uma única inveja dos católicos: o presépio, armado no Natal.
 
A cabaninha coberta de sapé, Maria, José, os pastores, ovelhas, vacas, burros, misturados com reis, anjos e estrelas, numa mansa fraternidade, contemplando uma criancinha, mexiam com o pequeno Rubem. 

Também lhe comovia a alegria dos católicos mais humildes ao transformarem pobres salas de visitas em lugares sagrados.

Acho que todos nós, católicos ou não, sempre nos sentimos fascinados pelo presépio de Natal. Se não tanto pela cena, ao menos pela singeleza da representação. 

Rubem Alves dizia sentir uma tranquila beleza triste diante dela. Que fazia acordar uma ausência na alma dele, a lembrança de algo que teve e perdeu. A essa ausência, ele chamava de “saudade”. Mas, com precisão poética, fazia questão de advertir: “Eu não tenho saudade. É a saudade que me tem”

Célio Heitor Guimarães - Blog do Zé Beto

Viver é Perigoso