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quarta-feira, 6 de março de 2019

NÃO ASSISTI E NÃO GOSTEI


Não assisti um trecho, o mínimo que fosse, sobre o carnaval. Não escutei sobre músicas, ou melhor, ruídos, não li nada sobre assunto nas redes sociais. Observei nas manchetes que a Mancha Verde e Mangueira foram destaques. Só.

Tornou-se uma festa não popular, comercial ao extremo, túmulo dos sambas e palco de coisas sem nexo. Tentativas de exploração de ideologias falidas.

Dias de prejuízo de todas as espécies para o País, inclusive de imagem.

É o que restou e ano que vem tem demais. 

Viver é Perigoso

É A VIDA...






Viver é Perigoso

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO


Hoje de manhã fui triste despedir de um amigo lá na Capela da Unifei. Trânsito na Avenida BPS interrompido e o pessoal à serviço da Prefeitura, com uma disposição enorme, atacando com valentia alguns flamboyants. Homens armados com serras elétricas levavam nítida vantagem na porfia com as árvores. 
Luta justa, na visão das autoridades. 
Afinal é preciso abrir caminho para passagem dos Trios Elétricos que animarão a festança de 200 anos da cidade no parque municipal.

Aliás, já plantaram algum flamboyant no parque ?

Viver é Perigoso 

terça-feira, 5 de março de 2019

NADA ALÉM



Alaor,

Um dos pioneiros nos quase 10 anos de vida do "Viver é Perigoso". Vez por outra, mandava uma mensagem.

Riera, põe música que preste aí no Blog. Coloque o Nelsão mandando ver no "Nada Além".

Viver é Perigoso

TOMOU O BARCO


Tomou o barco hoje na terrinha, o amigo e quase um irmão, José Alaor Vieira. 50 anos muito próximos desde 1969, quando entramos na nossa Escola de Engenharia. Fisicamente, nem tanto, mas muito de pensamentos, alegrias e muita luta. 

Um pensador de esquerda. Não essa esquerda atrapalhada e sem rumo como conhecemos hoje. Carregado de preocupações com os menos favorecidos e fé. Muita fé e a certeza de que o melhor viria depois.

Homem das bromélias e grande conhecedor do Nelson Gonçalves, do qual conhecia as músicas gravadas e as não gravadas.

Para nós amigos, o Alaor da Dona Glorinha. O Alaor da Terezinha e das filhas, meninas bonitas.

Com ele avancei no entendimento sobre a convivência de pessoas com pensamentos díspares na política. Por mais que existisse divergência, jamais nos afastamos, deixamos de nos abraçar, de sorrir e caminhar juntos.

Um homem de fé.

Tenho olhado para os lados e notado sensíveis falhas  na coluna constituída de amigos de toda uma vida.

Pois é...

Viver é Perigoso




segunda-feira, 4 de março de 2019

OUTROS TEMPOS

foto ilustrativa

DEU NO "O GLOBO" HÁ 91 ANOS (10.09.1928)

"Demais, Itajubá ainda se desvanece com a sua Santa Casa, que é um estabelecimento que pode sofrer confronto, na opinião de médicos como o Dr. François Norbert, com as grandes casas de saúde do Rio. A sua sala de operações desperta entusiasmos. O médico observa que no Rio não havia um aparelho de anestesia geral tão completo, como o da Santa Casa de Itajubá."

Viver é Perigoso

COMI$$ÃO DE FRENTE

Viver é Perigoso

DEU NO "O GLOBO" DE 10 DE SETEMBRO DE 1928

Reportagem publicada no jornal carioca, no dia 10.9.1928, feita quando visita do repórter à terrinha na oportunidade da inauguração do Laboratório Termo - Hidráulico - Elétrico da nossa Escola de Engenharia em 07.9.1928 - Resumo.

"Itajubá é uma cidade remota do Sul de Minas, que surpreende pelo seus espírito de organização e já desenvolvida ideia de conforto moderno.
Indo-se do Rio, chega-se ali após uma viagem até Cruzeiro, de 6 horas de trem. Em Cruzeiro, após ligeiro intervalo, a viagem é retomada por mais 7 horas, em subida constante das Serras de Itatiaia e Mantiqueira, nos trens da Sul-Mineira.
Assim mesmo tão afastada, Itajubá já tem uma vida que surpreende aos habitantes das capitais. Admira o espírito da organização e zelo com que se apresentam ali os serviços públicos. É evidente que os seus poderes municipais se esmeram em tornar aquela cidade, um centro de atividade que possa oferecer conforto semelhante ao das grandes "urbs" modernas.
Quase todas as ruas são calçadas, e algumas apresentando boa pavimentação. Há avenidas rasgadas com preocupações estéticas - largas e arborizadas. A sua praça principal é um parque bem desenhado, e tão bem iluminado, que por momentos permite a ilusão, de estar num dos pequenos parques do Rio ou de São Paulo. 
A limpeza das ruas é mantida com um espírito de asseio que se nota em toda a sua população. Ali não se vê lixo atirado pelas ruas mais distantes do centro, ou pelas estradas, como é comum nas cidades do interior.
E não é só. Em tudo se observa a preocupação persistente dos "diretores" de Itajubá, de torná-la uma cidade digna de nela viver-se, como em qualquer capital de Estado.
O seu Grande Hotel é uma instalação onde se há o conforto moderno. Tem quartos arejados e apartamentos feitos dentro das básicas exigências da existência moderna, com uma simples, mas completa instalação higiênica-sanitária.
O seu Teatro Apollo, é uma construção nova, em cimento armado, que muito lembra os nossos teatros de bairros e subúrbios. Tem uma sala para 1.500 pessoas.
Itajubá tem também o seu clube social, onde se joga bilhar, movimenta-se a dama e o xadrez e realiza-se o convívio elegante. É um mimo essa construção. Dizem os habitantes, justamente envaidecidos, que é o Petit Trianon de Itajubá. As decorações das salas são feitas dentro do maior equilíbrio.
Demais, Itajubá ainda se desvanece com a sua Santa Casa, que é um estabelecimento que pode sofrer confronto, na opinião de médicos como o Dr. François Norbert, com as grandes casas de saúde do Rio. A sua sala de operações desperta entusiasmos. O médico observa que no Rio não havia um aparelho de anestesia geral tão completo, como o da Santa Casa de Itajubá.
Além disso, a cidade cuida ciosamente da sua escola de odontologia, de sua escola normal, das escolas primárias. Por outro lado, há ainda sua fábricas e a grande atividade industrial e comercial da população. Tem também em construção, uma bela matriz.

O Globo

Blog: Já fomos bom nisso.

Viver é Perigoso