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quinta-feira, 12 de abril de 2018

BRASIL CENTRAL


O caminhão vazio seguia fazendo barbaridade pelas avenidas. Mercedão vermelho, fitinhas verde e amarelas amarradas no retrovisor, pneus faixa-branca, buzina personalizada e no para-choque dianteiro com letras bem definidas um "feliz foi Adão que que não teve sogra e nem caminhão" 

No volante, usando camiseta regata, peludo como um veterano ator da Globo, palito de dentes dançando na boca, som no último desfilando um pagode repetitivo, bermudão recortado de antiga calça faroeste e nos pés uma par de croc de cor e idade indefinidas.

Com uma freada agressiva desligou o Mercedão da na Praça dos Três Poderes e berrando disse:

- Traz logo a minha beca que hoje eu vou arrasar !

Atendeu o amedrontado contínuo:

- Pois não Dr. Gilmar, data vênia, já está tudo na mão.

Viver é Perigoso

VACINA OBRIGATÓRIA



Ainda sobre a Cidade Maravilhosa, quando ainda não era.

Achado do Alaor.

Viver é Perigoso

ADVOGADOS DE DEFESA

Viver é Perigoso

PAÍS EM LITÍGIO

Deu no Blog Aleivosias Com Limão - www.aleivosiascomlimao.blogspot.com


Viver é Perigoso

quarta-feira, 11 de abril de 2018

É DISCO QUE EU GOSTO



Viver é Perigoso

(IN) SEGURANÇA JURÍDICA

Viver é Perigoso

ANTES DE SER A CIDADE MARAVILHOSA


O Rio de Janeiro no início do século XX, contava com cerca de 700.000 habitantes. Era uma cidade sitiada. A precariedade dos serviços públicos e as péssimas condições de vida, moradia e trabalho mergulharam a capital numa situação de calamidade sanitária. 

Navios oriundos do exterior passavam ao largo do porto carioca, condição assegurada previamente pelas companhias de navegação; a imigração estava ameaçada e o crédito do país abalado. As doenças infecciosas grassavam: peste, varíola, tuberculose, malária. Causava especial preocupação a febre amarela, que angariara para o Rio a reputação de túmulo dos estrangeiros. 

Enquanto a elite refugiava-se em Petrópolis no verão, levas inteiras de imigrantes caíam vitimados pela doença. Tal era sua virulência que provocou o adiamento para junho do carnaval de 1892. De 1897 a 1906, 4 mil estrangeiros morreram, principalmente, de febre amarela. 

Ficou famoso o caso do caça-torpedeiros italiano Lombardia, que chegara à capital brasileira, em visita oficial, em outubro de 1895. Ficou fundeado a 800 metros da costa, na Baía da Guanabara.

Dois meses mais tarde, em janeiro, adoece de febre amarela um de seus tripulantes, daí a dias outro, no seguinte mais três, posteriormente 15... A 16 de março, da tripulação de 240, foi contabilizada a morte de 134 marinheiros, dentre eles o comandante e o oficial médico. 

O Brasil foi retratado, pelo planeta afora, como um país sem saneamento básico adequado, no qual as pessoas urinavam pelas ruas e vendiam alimentos em barraquinhas sem qualquer condição higiênica. A vergonha foi tamanha que as agências europeias passaram a anunciar viagens de navio direto para Buenos Aires, sem escala no Brasil.

E eis que, dentro do quadro de um notável esforço para mudar esta realidade, promovido pelo então presidente Rodrigues Alves, entrou em cena a figura ímpar de Oswaldo Cruz. Baseando-se em pesquisas realizadas em Cuba, ele defendia a tese de que a febre amarela era transmitida por mosquitos. A partir daí, organizou até brigadas de mata-mosquitos para combater os focos dos insetos.

Apesar do ceticismo da imprensa – ele era alvo cotidiano dos caricaturistas e humoristas – e da esmagadora maioria da população, a campanha deste grande brasileiro teve êxito: os casos de febre amarela diminuíram consideravelmente.

Oswaldo Cruz tomou o barco em fevereiro de 1917.

Viver é Perigoso

LIMPADA GERAL NA ÁREA


Milhares de candidatos a candidatos se movimentam pelo País afora. A imensa maioria já ocupando um cargo público, mesmo faltando seis longos meses para o pleito, já está em ritmo de campanha. Senadores, deputados, vereadores, prefeitos, secretários, assessores, se lançam na aventura em busca do paraíso político. Uma cadeira macia para ocupar nos próximos quatro ou oito anos.

Viagens, impressos, refeições e hospedagens, tudo pago pelo dinheiro público.

Problema muito fácil de resolver numa utópica reforma eleitoral : Qualquer cidadão que esteja ocupando um cargo público, caso pretenda participar como candidato de eleições, deverá afastar-se do cargo, SEM VENCIMENTOS OU VANTAGENS, 180 dias antes da realização do pleito.

Pode crer: Aconteceria uma limpada geral na área.

Viver é Perigoso