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quinta-feira, 11 de maio de 2017

CAINDO NA REAL

Aconteceu o esperado capítulo. Assistir ao Lula sem estar cercado por bajuladores e puxa-sacos. Já aconteceu antes e só os de mais idade lembram. 

Foi quando do debate final na campanha presidencial que elegeu o Collor. O Lula foi arrasado.Certo que usaram contra ele armas não convencionais abordando questões familiares. Saiu estropiado e perdeu as eleições. Collor contou com uma edição marota do debate feita pela Globo.

Ontem, em Curitiba, o mito esfacelou-se de vez. Claro, no meu ponto de vista. 

Sobre pressão, contando com o fraco apoio do seu advogado pescoçudo, que vem a ser o genro do Roberto Teixeira, defensor de priscar eras do ainda sindicalista Lula da Silva, e dono da casa em que o futuro presidente morou por muitos anos em São Bernardo. Claro, cedida graciosamente.

Sem a devida orientação, Lula comportou-se no solene ambiente com se estivesse na arquibancada em jogo do Timão. Garrafas de água rolando pelo gargalo, líquido escorrendo pela rala barba, demonstração clara de inquietação e, como inevitável, sonoros palavrões.

Usou durante todo o tempo a sua conhecida tática universal. Atirar responsabilidade nos outros. Até falecidos foram citados na sua ânsia de fugir dos fatos. Poupou, estranhamente, de criticar os seus ex-amigos e denunciantes, Emilio Odebrecht, Léo Pinheiro e outros menos votados, cujas falas o levaram até Curitiba.

Enfim, nenhuma surpresa. Tentativas de diminuir o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público. Cuidou-se para "preservar" o Dr. Moro. Afinal, é despreparado mas não é louco.

Mas, preso ou não, condenado ou não, candidato ou não, o Lula segue a vida disparando mentiras e atrocidades, irresponsavelmente, quando diante de um microfone.

O que assusta, é uma parte dos seus defensores.
A grande parte a gente até entende. Fanáticos, profissionais e aqueles que detiveram ou detém algum interesse no personagem.

Uma parte dos seus seguidores provoca preocupação. São pessoas instruídas e dotadas de cultura. Entenderíamos se posicionassem ideologicamente à esquerda e estivessem amparados por uma uma filosofia, mesmo que já em fase de extinção. 
Não ! defendem um personagem que não distingue interessadamente o que é direita, que é esquerda e sempre afirmou que pouco se importa com isso. 
Como dizia o General Golbery, "Lula é um bon vivant".

Sei que deve ser difícil admitir tantos desvios cometidos (outros grupos também os cometeram e estarão sendo levados à barra da lei), deve ser terrível admitir e pedir para esquecerem tudo o que disseram.
Imagino que se sentem órfãos de lideranças (quem ? Dilma ? Suplicy ? Falcão - ou talvez o peemedebista Requião ) e se apegam a um nome. 
Que não se aflijam por isso. Nenhum brasileiro, no momento, tem um nome de esperança para citar.

Triste ouvir "fora Temer", "não as reformas", "foro Rede Globo".  Sinto certa vergonha de confessar, que pintei (com cal)  num muro que existia ao lado da linha de trem, próximo a Fábrica de Doces Vera Cruz, a frase "Yankee go Home". Foi em 1964 e eu tinha apenas 16 anos.

Viver é Perigoso

          

quarta-feira, 10 de maio de 2017

ÊTA NÓIS !


Pelo singelo valor de R$ 204.000,00 por doze meses, a Prefeitura Municipal de Itajubá, contratou a empresa Centermídia Publicações Ltda, da cidade de Contagem, para fornecer serviço de publicação em jornal de grande circulação no Estado de Minas Gerais.

Contrato Nº 020/2017 de 25 de abril de 2017.

Viver é Perigoso




ESPETÁCULO


Viver é Perigoso

ESCRITO

E a verdade vos libertará...
Tenho absoluta convicção que libertará a consciência, a alma.  
Pode não se tratar da liberdade física.

Viver é Perigoso  

VEREMOS !

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.

Drummond de Andrade

Lula lá
Em Curitibá
Pode não ser uma rima
Mas seria uma solução

John Chair

Viver é Perigoso

terça-feira, 9 de maio de 2017

MANIA DE GRANDEZA


As mochilas distribuídas pela prefeitura de Jequié, na Bahia.

Viver é Perigoso

PELA INTERVENÇÃO MILITAR


Caro Camarada Aldo,

Fotografia publicada hoje do desfile militar na Praça Vermelha. Face ao exposto, estou aderindo a sua ideia da necessidade de uma rápida e eficiente intervenção militar.

Viver é Perigoso 

CLARIN DA BOA VISTA


Por curiosidade e coincidência, estivemos, o João e eu,  numa daquelas manifestações pacíficas na Avenida Paulista. Como não poderia deixar de ser, aconteceu num domingo. Dia de semana é para trabalhar.
Sol, muitas famílias, crianças correndo, uma banda de rock nas escadas da Fiesp, enfim, uma festa. o João estava conhecendo o Metro e um movimento civilizado.

No passado fui em muitas manifestações de rua. Estivemos no famoso comício da "diretas da já" no Anhangabaú, com centenas de milhares de pessoas. Sonia e eu. Aconteceu após o expediente, pois ambos trabalhávamos. Nos encontramos lá.

Fico sem entender ao tomar conhecimento, que centenas ou até mesmo milhares de pessoas vão para manifestações políticas em pleno dia útil. Algumas vezes se deslocando por centenas de quilômetros.

No caso do depoimento do réu, Sr. Luís Inácio, em Curitiba, na certa  não trabalharão hoje, amanhã e provavelmente na quinta-feira. Ou será que não trabalharam nunca ? Quem paga a festa, a viagem, a alimentação e os diversos ? Dinheiro das Centrais ? dos Sindicatos ? Na certa pessimamente empregado. O mesmo diria sobre eventuais deslocamentos do tipo pró-Lava Jato.

Na certa, os animadores, ex-ministros, deputados, senadores e murmuram que até ex-presidente, estarão alojados e solidários em hotéis 5 estrelas. Vestirão suas camisetas vermelhas e darão uma passada pelas proximidades do "evento", procurando desesperadamente uma câmara de televisão.

Estarão todos representando 14 milhões de pessoas que eles mesmos colocaram nas ruas. Milhares de outros aguardando atendimento nas filas de hospitais, deslocando em insegurança pelas ruas, tentando lançar uma cortina de fumaça nos olhos dos incautos e mais humildes, encobrindo desvios bilionários de recursos públicos, que ou fizeram ou deixaram que fizessem em troca de benesses e patrocínio.

Não vemos a Lava-Jato com expectativa de vingança por mal-feitos que provocaram a mudanças de rumo na vida de muitas famílias, adiaram projetos "ad aeternum" e por trucidarem sonhos.

Nossa expectativa é que as denúncias sejam apuradas, o direito de defesa mantido e a justiça seja feita.   

Ah ! a justiça ! Quem bom ouvir, mesmo que pese toda a desconfiança hoje existente, nos mais altos tribunais. Só assim apagaremos, ou atenuaremos, a visão dessa página negra da nossa história.

Clarin da Boa Vista