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domingo, 11 de setembro de 2016

MOÇA BONITA


Uma moça sempre bonita. Um dos faróis de Itajubá. Indica caminhos, toma posições, assume riscos e ajuda. Ajuda e muito.
Nós devemos muito para a Angelina. 
No passado, num gesto que talvez ela não lembre mais, de tantos, que com certeza ela tem feito, providenciou-nos um presente inesquecível, inestimável, que nos tornou bem mais felizes.
Um mulher extraordinária, que pode dizer que hoje está completando 70. E ninguém acredita. 
Parabéns  e gratos Angelina.

Viver é Perigoso

NOVA VELHA ESTRATÉGIA DE CAMPANHA


Não existe a menor dúvida de que a caríssima equipe de marqueteiros brasilienses contratados pelo candidato Rodrigo Riera, andou lendo as apostilas do guru-mor, João Santana. Sim, ele mesmo. 
Nem pensar em bater no candidato oposicionista Ricardo Mello. 
Muito pelo contrário, a ordem é colocar os assessores e amigos do poder para elogiar a pessoa do dedicado e competente médico.  
Os "puxas" do governo estão liberados para exprimir boas referência ao trabalho missionário do Médico candidato, mas jamais mencionar sua capacidade de liderar e administrar a cidade. Quando se tornar inevitável, podem até cita-lo como um bom nome para 2020.
Pau lascado mesmo, têm obrigação de descer naqueles que ousaram a ajudar ou falar positivamente da campanha do Dr. Ricardo.
O Remy, até há pouco tempo, um nome que gerava esperança de renovação, passou a ser um usurpador, um pulha, um despreparado. 
O Santigo, Marcelo Krauss, Christian, Chico, Dr. Jorge, Celinha, Ulysses, é até o Zelador, são chamados de pessimistas, negativistas, invejosos, e outros adjetivos mais impróprios.
Pura tática de guerra dos aquinhoados contratados.
Mas calma lá !
Isso segue, enquanto os números de suas pesquisas se mostrarem favoráveis ao seu candidato.
Nas próximas semanas, quando acontecem as definições de votos, podem retirar as crianças da sala. O Dr. Ricardo Mello, tudo indica, será alvo do maior bombardeio já visto na cidade.
Os canhões ou melhor, os canhões anti-aéreos (o Dr. Ricardo Mello estará lá em cima) instalados no Forte Apache, na Boa Vista, é lamentável, já estão assestados contra ele.

É a vida.

Viver é Perigoso  

sábado, 10 de setembro de 2016

CANTINHO DA SALA


Paul Klee


OS MENINÕES !


Um traço do caráter dos black blocs é a coragem. Ela se manifesta na valentia com que dão aquelas voadoras e se atiram contra as portas das lojas. E no destemor com que quebram vidraças indefesas, ateiam fogo em sacos de lixo que não reagem e vandalizam pontos de ônibus que se atrevem a estar no seu caminho. Sempre em grupo, destroem caixas automáticos, viram carros e assaltam estabelecimentos. Por fim, sacam os sprays e assinam a lambança, pichando paredes, fachadas e monumentos com suas palavras de ordem. Imagino o orgasmo coletivo que tudo isso lhes dá.

As camisetas, máscaras e os óculos com que se disfarçam fazem parte dessa coragem. Destinam-se a impedir que as mães deles os reconheçam pela televisão e lhes cortem a mesada. Ou que os vizinhos os identifiquem e não queiram mais papo com eles. O conteúdo de suas mochilas também obedece a um plano: paus, pedras, estilingues, bolas de gude, máscaras contra gases e, principalmente, celulares — para filmar a violência policial ou chamar os advogados que virão defendê-los em caso de detenção.

Detenção esta que é chamada de cerceamento da liberdade de expressão e, daí, revogada por juízes. O saldo de tal expressão é visível na manhã seguinte: cidades em ruínas, cidadãos consternados e uma sensação de impotência diante da boçalidade em nome da ideologia.

Ruy Castro

Viver é Perigoso

PABLO ESCOBAR NÃO MORREU !


Tem sido visto no Calçadão, pelas bandas da Américo de Oliveira e nas proximidades do Vadinho. Costuma dar uma de petista para disfarçar. Fala o português muito bem, sem nenhum sotaque hispânico.

Viver é Perigoso

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O TEMPO VOA !


Cheguei para morar em São Paulo no início dos anos 70, quando possivelmente, os últimos dinossauros caminhavam livres pelo Parque Ibirapuera.
Um grande amigo me apresentou o caminho das pedras, no qual figurava, entre outros, o Bar Brahma, na esquina da Ipiranga com a São João. Creio que estivemos por lá um pouco antes dos Novos Baianos.
O amigo e guia, logo de imediato, creio que em janeiro de 1974, se estressou com o incêndio do Edifício Joelma e voltou para criar galinhas en Olegário Maciel.
Nunca mais tinha voltado, até a semana passada, quando após muita insistência, consegui levá-lo para uns exames médicos.
Para ficarmos quites, tiramos um dia para ele relembrar, colocando-me à sua disposição. Disse ele:
- Bão, primeiro quero dar uma passadinha no Mappin, logo ali diante do Teatro Munipal, aproveitando para ver o Guarda Luizinho coordenando o trânsito.

- Sinto muito. O Mappin não existe mais e o Luizinho, aposentou-se.

- PQP ! um lojão daquele fechar ? Então vamos até na Mesbla, perto da Praça da República, ou então na Sears, alí no final da Paulista.

-Não dá. Também fecharam.

- Então vamos dar uma passadinha na Rua Direita, quero comprar uma calça Lee, das legítimas, e tentar a sorte, comprando um bilhete da Federal, um borboleta 13.

- Não existe mais.

- Uai ! São Paulo quebrou ? Pô, então vamos almoçar na Salada Paulista.

- Também não existe mais.

- Tudo bem, mas me leve rápido para ver uns preço no G.Aronson ou na Casa Centro.

- Também fecharam.

- Você está tirando comigo. Não quero ver mais nada. Vamos pegar um filme no Cine Metrópole, ou no Paissandu, ou no Metro. Depois eu vou caminhando direto para a Rodoviária, ali na Duque de Caxias com a Rio Branco. Vou pegar o Transul das 18:20 horas.

- Bom, o Metrópole, Paissandu e Metro, fecharam e Rodoviária mudou lá para a Marginal. O Transul não existe mais.

- Só falta você dizer que o Minhocão não existe e que o Felício Castellani mudou de São Paulo.

- Cara, não quero bancar o desmancha-prazer, mas o Minhocão ainda existe, porém não chama mais Marechal Costa e Silva, agora é Presidente João Goulart.

- Trocaram o revolucionário por um comunista ?

- E tem mais, o nosso grande Felício tomou o barco há tempos.

Viver é Perigoso 

ENCHA O TANQUE !


Faz tempo que a expressão "encha o tanque" não é empregada. Melhor é agir como sempre, pedindo para o frentista colocar "cinquenta". Entram e saem planos econômicos, reajustes, impostos e pedido segue firme: "coloque cinquenta".

Hoje em São Paulo, num Posto Shell, a gasolina estava a R$ 3,07. Esnobando, pedi para colocarem logo R$ 100,00.

Na terrinha, antes de cair na estrada, completei o tanque a R$ 3,79. Quer dizer, uma diferença de R$ 0,72/litro.

Quase trinta reais de diferença num tanque de 40 litros.

Está certo o frentista nortista/paulista ao brincar: 

- Se está ruim para mim, imagino como está complicado para o doutor !

É a vida...

Viver é Perigoso

CANTINHO DA SALA

Biren De
Viver é Perigoso