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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SOB A LUZ DE VELAS

 
"Com o passar do tempo, as pessoas ficam do tamanho que são."
Amalia Sina

VERSOS DEFINITIVOS

Há tempo eu fiz um ranchinho
Pra minha cabocla morá
Pois era ali nosso ninho
Bem longe deste lugar.

No arto lá da montanha
Perto da luz do luar
Vivi um ano feliz
Sem nunca isso esperá


João Pacífico

CAVALHEIROS

Por não ter fumado e logicamente por não carregar isqueiros ou caixa de fósforos no bolso, perdi boas oportunidades de praticar gestos de cavalheirismo, acendendo o cigarro de moças bonitas.
Fazia parte do show.
As moças colocavam o cigarro nos lábios e fingiam procurar um isqueiro nas suas sempre atribuladas bolsas.
Simultaneamente lançavam lânguidos olhares, como estivessem buscando socorro.
Era a hora dos "Humphrey Bogart" se aproximarem.
Como hoje tornou-se anti-charmoso fumar, perdi as oportunidades, logo agora que comprei um isqueiro  Ronson..
Ando a procura de uma jovem senhora com cigarro nos lábios para estrear o meu Ronson. Se alguém tiver notícia... 
Outro gesto comum de cavalherismo, eu dispensei de praticar. Pouquíssimas vezes carreguei um lenço Paramount nos bolsos. Era chic e arrepiante.
Pulem este trecho se tiverem estômago fraco:
Nos antigamente ficava-se muito mais resfriado, ou constipado ou gripado, do que hoje. Os sintomas eram também diferentes dos de hoje. Eram comuns narizes escorrendo e a temível "caixa cheia".
O lenço, deploravelmente, era o destino final dos resíduos. Andavam sempre dobradinhos e colados.
Como oferecer o lenço para uma dama enxugar uma lágrima fugidia ou reparar uma pitadinha a mais dada na maquiagem ?
Nessas oportunidades, antes de sacar o lenço, o galante jovem tinha que fazer, num piscar de olhos, uma restrospectiva sobre a sua utilização nas últimas horas. Poderia passar vergonha.
De cor branca ou mesmo azul clarinho ainda passava. Horríveis os marrons.
Ficaram na estrada do tempo os isqueiros e lenços.
Para os cavalheiros sobrou abrirem portas de carro e talvez, puxarem cadeiras. Gestos nobres, porém difíceis de serem lembrados.
Pagar a conta é fria.
É a vida.

ER

SÓ BLUES


A HISTÓRIA SE REPETE

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

CONTA - GOTAS

1 - Encontrei ontem na terrinha com um amigo antenado. Falou sobre o Parque Municipal a ser construído (espera-se) pela Helibras, lá pelas bandas da Prefeitura Nova. Segundo ele, o parque não terá lago (?). Parque sem lago não é parque. O tal de "espelho dàgua não vale. Parque sem lago é praça.

2 -  Pensando bem (ou mal ?), certamente fará falta na Câmara Municipal um representante do PT. Seria interessante acompanhar o que eles andam pensando sobre as coisas da cidade. Quatro anos sem notícias é muito tempo.

3 -   A competência técnica do governo no setor de energia pode ser contestada. A fé, jamais. Começou a chover forte no Sul de Minas
 
4 - Zé Dirceu em tempos idos: "O PT num róba e num deixa robá".
 
5 - Ouvido hoje na Boa Vista: Em termos de enchentes temos que contar muito com a sorte dos prefeitos. O Chico não deu sorte. O BPS e o Jorge deram largura. Com o Rodrigo, vamos ver até março, quando vem a enchente das goiabas. 
 
ER

NOTÍCIA QUE GOSTARIA DE LER

BBB retirado do ar por absoluta falta de audiência.

Clarin da Boa Vista

VERSOS DEFINITIVOS

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó


Cartola