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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

FALOU E DISSE :


Por achar que para governar bastava ser engraçadinho com a claque à qual se dirige na porta do Alvorada – além de animador de auditórios virtuais –, Bolsonaro arriscou a credibilidade e perdeu a autoridade. Do ponto de vista formal (do relacionamento entre os poderes, por exemplo), a autoridade do presidente já vinha sendo encurtada desde o primeiro dia de mandato pela incapacidade dele de liderar e se articular frente ao Legislativo e ao Judiciário.

Em outras palavras, a caneta do presidente tem menos tinta hoje do que há dois anos. Mas a autoridade política, subjetiva, se deteriorou mais rápido ainda com a pandemia. Uma coisa é ser falastrão diante de desafios da política, como os de levar adiante reformas estruturantes, desatar os nós da economia, derrubar o governo da Venezuela, peitar os críticos internacionais das políticas ambientais, prometer maravilhas e por aí vai.

Outra coisa completamente diferente é ser falastrão diante de uma crise sanitária sem precedentes na memória de qualquer geração atual, em escala planetária. Cabe não confundir autoridade com popularidade, embora em ocasiões uma coisa tenha influência sobre a outra. A autoridade de Bolsonaro que foi embora é preciosa: é aquela atribuída a quem se confia ser capaz de ajudar a resolver uma crise aguda de vida ou morte para milhares de pessoas.

Ao tratar assuntos (pandemia), pessoas (adversários políticos), instituições (chefes de outros poderes), eventos externos (eleições em outros países) com declarado desprezo ou desrespeito, pelos fatos e pela ciência, o presidente brasileiro em boa parte incentivou a atmosfera atual, na qual a ele se dá pouco respeito. De novo, estamos diante de um fator político difícil de quantificar, mas palpável: a ridicularização do personagem político, como acontece hoje com Bolsonaro, é um indício claro de perda de autoridade.

Dela ele precisará bastante se for capaz – há uma aparente unanimidade no mundo político de que ele não será – de proceder às difíceis escolhas que tem pela frente para, por exemplo, equilibrar as contas públicas ao mesmo tempo garantindo uma renda mínima e uma alta taxa de investimentos. 

Bolsonaro vacilou diante de qualquer decisão abrangente até aqui, uma característica detectada pelo apurado olfato das feras do Centrão, em que está depositada no momento o que existe de autoridade política do presidente.

Bolsonaro sacrificou autoridade em busca de popularidade efêmera e volátil. Corre o gravíssimo risco de acabar ficando sem as duas.

William Waack

Viver é Perigoso

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

BOM DE VER E OUVIR


Viver é Perigoso

 

DESPEDIDA


Do jeito que cheguei sai. Ou seja, de fininho. Triste.

Cheguei enfeitada no dia 15 de novembro. 

Quarenta e dois dias esperando pacotes bonitos e coloridos aos meus pés. Luzes, muitas luzes em volta. Nada.

Hoje estou indo embora para uma quarentena de um ano.

Sem barulho, sem presentes, sem presenças, sem crianças e em silêncio.

Admito que fui vencida pela Amazon, Mercado Livre e onlines da vida.

Recolho-me magoada e quase com a certeza que passarei a ser apenas uma boa lembrança dos velhos tempos.

Árvore de Natal

Viver é Perigoso

ACIMA DO EQUADOR TUDO É PERMITIDO

 


Não está acontecendo em Buenos Aires, Lima, Santiago, La Paz, Caracas e em outras menos votadas. Acontecendo agora em Washington.

Viver é Perigoso

E NA MATRIZ ...

 


Viver é Perigoso

CONGRATULATIONS !


O brasileiro Cristiano Amon foi anunciado nesta terça-feira (5) como o novo CEO global da Qualcomm, fabricante americana de componentes para smartphones e redes de telecomunicações.

Cristiano nasceu em Campinas e formou-se na Unicamp.

Para nosso orgulho, Cristiano Rennó Amom, tem ligações com Itajubá.

Ele é filho da Ana Rennó, filha do Sr. Argeu Rennó, funcionário da antiga Companhia de Força e Luz, em Itajubá e casada com o Salvador Amon, formado na nossa Escola (foi professor de desenho no Colégio de Itajubá).

Cristiano Amon, que ocupa atualmente a presidência da companhia, irá começar no novo cargo em 30 de junho de 2021.

A Qualcomm é a vice-líder no segmento de processadores para celulares com 29% de participação de mercado, de acordo com um levantamento da empresa de pesquisa Conterpoint. A liderança é da Mediatek. No ano fiscal de 2020, encerrado em setembro, a empresa teve um faturamento de US$ 23,5 bilhões.

Uma das empresas mais importantes do planeta.

Congratulations !

Viver é Perigoso

DADOS OFICIAIS


Retrato do Brasil neste início de 2021: 14,1 milhões de desempregados, 39,9 milhões vivendo na miséria, com renda de até R$ 89 por mês, mais de 10 milhões em situação de insegurança alimentar, ou seja, brasileiros que, literalmente, passam fome.

Estes são os dados oficiais do IBGE e do Ministério da Cidadania.

Não é maldade da oposição nem da imprensa.

Ricardo Kotscho 

Blog: Todas as manhãs, começo o dia tentando ser otimista. Tem durado até tomar conhecimento dos fatos.

Viver é Perigoso

BRAZIL... ZIL... ZIL ...

 

Viver é Perigoso