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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CARTAS SIMPLESMENTE

Itajubá, 20 de fevereiro de 2012.

Cara Amiga,

Calma jovem! Não deixe de perceber que esse calço rasteiro que lhe deram, se bem que não foi somente um, foram vários em sequência, não foi de todo ruim.
Passe as costas das mãos sobre as lágrimas e atente:
Acabaram por atirá-la mais para diante.
Provocaram desequilíbrio, arranhões e ardume, sem falar do humilhante momento quando tentaste dialogar, caída, sentada e esfolada.
Não deixe de reparar porém, que o episódio lhe proporcionou o avanço de algumas jardas. O movimento brusco e inesperado ao qual foi submetida, também é um velho conhecido como "despertador de brios próprios adormecidos".
Vocé mesmo não pediu ajuda ?
Quem sabe se essas rasteiras sofridas não foram, em parte, um atendimento ao seu pedido ?
Foram aplicadas por amigos ? Ah! nunca foram amigos. Passaram por amigos. Sempre estiveram por perto. Nunca porém, aceitaram sua alegria de viver, sua fé e principalmente a sua mania estranha de independência.
Respire fundo e raciocine:
O quadro ficou claríssimo e num momento especial:
Por que ?
Na distorcida realidade brasileira, o ano só começará amanhã.
Valeu !
Promova o seu reveillon particular na noite de terça para quarta. Solte fogos, solte o freio,  solte as amarras.
Cumpra a ordem que nos foi dada: "Amar a DEUS sobre todas as coisa e ao próximo como a ti mesmo."
Atente: AMAR O PRÓXIMO COM A TI MESMO. Não mais e nem menos.
Reconcilie com o seu amor por você.
Todas as previsões dão conta que o tempo estará soprando a seu favor. As velas brancas do seu barco estarão todas enfurnadas. Sem dúvida.
Ah! Com os movimentos, os arranhões sofridos irão arder... Faz parte. A dor trará a lembrança das humilhações sofridas e aumentarão a sua determinação e força.
Lógico que se trata de um momento importante, mas concientize-se que estás vivenciando apenas um episódio desse milagre chamado vida.
Deixei por último a observação mais importante. Você nunca deixou de estar magnificamente acompanhada. ELE é o melhor amigo que todos nós poderíamos ter. Imcomparável.
Reconheça: Nunca nos foi prometido uma caminhada tranquila e sim uma chegada certa.
Siga adiante e não leve na sua mochila esses pesados materiais, cinzentos e ásperos, chamados de raiva e mágoa.
Atire-os na beira da estrada. Sua caminhada se tornará mais leve.
Quanto ao seu sorriso e doce olhar, não os economize mais. Escancare-os. Sempre foram a sua marca registrada.
Ia esquecendo de lhe dizer: Mande reparar as suas roupas. Você cresceu.

Um Abraço,

John Chair  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

JÁ PASSOU !

Ouvido ontem às 22:00 horas na Rua Nova, em frente as Casas Bahia:

- Ô cumpadre que me desculpe a intromissão, mas o que você está fazendo aí encostado no poste às 10 da noite ?

- Vim prestigiar o carnaval da terrinha. Apreciar os blocos.

- Mas péra aí Sô ! O bloco já passou.

- Passou nada. Estou aqui desde as Sete e meia. Não estou surdo, nem cego e tão pouco louco. Ainda não passou. De carreirinha passou uma turminha ali pelas nove horas, mas eram poucos. Não era o bloco oficial. O pessoal deve estar esquentando os tamborins lá pelas bandas da Praça Wenceslau.

- Tudo bem. Se você quer ficar aí gelando o papo, é problema seu, mas que já passou, passou.

- Poxa. Será que eu lerdeei ?

ER 

CARNAVAL ? TÔ FORA, LITERALMENTE

Pasquale Cipro Neto escreveu hoje na Folha:

"Lá vou eu, hoje a festa é na..." Não é.
Nada contra quem acha que a festa é na avenida, mas como diria Zé Simão, "vai indo, que eu não vou". Aliás, vou, mas para outro lugar. Carnaval ? Me inclua fora dessa,pelo amor de Deus !
Tenho horror a qualquer tipo de tumulto, multidão, barulho etc.. tenho pavor de gente enlouquecida e embriagada, que não respeita nada de nada nem ninguém.
Ligar a TV? Impossível! Vinhetas, sambas-enredo iguaizinhos, produzidos em série, propagandas tolas e fúteis de cerveja, difusão da ideia de que a felicidade está aí, chegou a hora, vamos...
Andar pela rua? Arriscado - nem preciso explicar por quê. Ficar em casa, absolutamente recluso ? Também arriscado: pode haver um vizinho carnavalento e carnavalente, que se julga no direito de impor o baticum (volume máximo!) a quem quer que seja. Viajar? Ficar 10,12,14 horas numa rodovia para fazer menos de 100 km e depois enfrentar preços desonestos, falta d´água etc.? Então tá.
Sabe o que faço no carnaval desde 1988? Fujo do país. Este é o meu 25º Carnaval consecutivo fora da nação. Fujo antes que a bagunça comece e volto depois das cinzas...
Faço questão de não saber de absolutamente nada do que ocorre por aqui durante o "reinado de Momo".
Enquanto eu tiver algumas forças e alguns trocados, nem que seja para ir até a ponte da Amizade e atravessar a fronteira a pé, não fico aqui. Não fico, não fico, não fico.
Se você gosta, divirta-se,mas por favor, respeite o direito da minoria. Carnaval? Tô fora, literalmente. É isso.

Pasquale Cipro Neto

Blog: Me considere incluso nesse pequeno grupo. Só que no meu caso, não deu para fugir do país e nem da terrinha.

ER

BÁLSAMO PARA OS OUVIDOS NO CARNAVAL



ER

MOÇA BONITA

Juliette Binoche

COMPLICADO NA VIDA

Acostume-se: Ter razão é imperdoável.

Anônimo