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segunda-feira, 25 de abril de 2011

HOMO SAPIENS

O Livro dos Insultos - H.L. Mencken (Companhia da Letras - Tradução Ruy Castro)

"...A capacidade para discernir a verdade essencial, de fato, é tão rara nos homens quanto comum entre corvos, sapos ou sardinhas. O homem capaz desse discernimento é de uma qualidade mais do que extraordinária - mesmo, talvez, que seja profundamente mórbido. Demonstre uma nova verdade lastreada em qualquer plausibilidade natural para uma multidão, e nem uma pessoa em 10 mil suspeitará de sua existência, e nem uma em 100 mil irá adotá-la sem feroz resistência. Todas as verdades duradouras que se impuseram ao mundo no decorrer da História foram mais combatidas do que a varíola, e todo indivíduo que as recebeu bem e lutou por elas foi, absolutamente sem exceção, denunciado e punido como um inimigo da espécie. Talvez o "absolutamente sem exceção" seja um exagero. Eu substituiria por "cinco ou seis exceções" Deixo a resposta a cargo de vocês; eu próprio não conheço nenhuma.
Mas, se a verdade é sempre mal recebida, o erro é recebido de braços abertos. Qualquer homem que invente uma nova imbecilidade recebe salvas de palmas e torna-se o dono da verdade; para as grandes massas, ele é o beau ideal  da humanidade. Dê um giro pelos últimos mil anos da História e você descobrirá que 90% dos ídolos populares do mundo - não me refiro aos heróis de pequenas seitas, mas a ídolos mundialmente populares - não passaram de mascates baratos de nonsense. Tem sido assim em política, religião e em qualquer outro departamento do pensamento humano. Mesmo tal mascate já enfrentou alguma oposição, uma vez ou outra, de críticos que o denunciaram como charlatão e o refutaram assim que ele abriu a boca. Mas, ao lado de cada um deles, havia a titânica força da credulidade humana, e isso bastava para destruir seus inimigos e estabelecer sua imortalidade."

H.L.Mencken

ELES DISSERAM...

Cláudio Lottemberg, 50 anos, médico oftalmologista e há dez anos à frente do Hospital Albert Einstein, com 9 mil colaboradores, respondendo ao Estadão:

- O Brasil forma bons médicos ?

- Sim, mas precisa de programas de treinamento diferenciados. Enquanto não criarmos mecânicas remuneratórias, que mobilizem pessoas para outros locais, elas não colocarão suas capacidades em função da sociedade. Quanto a gestão, falta muito. Ensinamos muita medicina e fazemos pouco treinamento em economia de saúde. Geramos desperdício. É um equívoco.

Lottemberg

SAINDO DO BURACO

Post do Walter Bianchi

Na vida real, o crescimento muitas vezes é associado com dor. Geralmente nosso aprendizado e crescimento na vida não vêm das fases boas, mas sim dos tempos difíceis. Durante o período bom ficamos felizes e não queremos que nada mude. É durante a época difícil, quando estamos sofrendo com a situação, que aprendemos como mudar as coisas – como tornar o mundo melhor do que é. Quando a vida nos lança desafios, temos uma opção. Podemos sentir pena de nós mesmos, chorar e reclamar: "Por que eu?" Ou podemos parar e dizer a nós mesmos: "O que posso fazer, devido às novas circunstâncias que surgiram?" Certa vez foi perguntado a um velho mestre muito sábio: "Onde você arruma todo este bom senso?" Ele respondeu: "O bom senso vem com a má experiência." E relatou-me a seguinte história, que teve um profundo efeito sobre mim. Um dia, um burro caiu num buraco. O animal gritou e chorou durante horas, enquanto seu dono tentava pensar em algo a fazer. Finalmente, o fazendeiro resolveu que, como o animal era velho, e o buraco precisa ser coberto de qualquer maneira, ele simplesmente enterraria o burro velho ali. Pegou uma pá e começou a encher o buraco. O burro continuava a chorar, mas depois ficou em silêncio, Após uma hora de trabalhar furiosamente com a pá, o fazendeiro fez uma pausa para descansar. Para sua surpresa, viu que o velho burro saltava para fora do buraco e saía trotando! A princípio, quando o burro percebeu o que estava acontecendo, chorou ainda mais sentidamente. Mas então o esperto animal bolou um plano. A cada pá de terra que batia no seu lombo, ele a sacudia para o chão e pisava em cima da pilha crescente de terra. Finalmente, o monte ficou alto o suficiente para que ele pudesse sair do buraco. A vida é como terra que a pá joga em cima de você. O truque para sair do buraco é sacudi-la e pisar em cima. Podemos sair dos buracos mais fundos, não ficando parados e jamais desistindo. Apenas sacuda a terra e pise em cima. Tente, funciona!

Enviado pelo Walter Bianchi para o Viver.

ER

ESQUECERAM DE NÓS - 1

domingo, 24 de abril de 2011

LUGAR COMUM

Está ficando cansativo (e repetitivo) ler o noticiário esportivo nas noites de domingo. Nada altera, senão vejamos:

Nadal conquista mais um título.

Flamengo elimina o (Vasco... Fluminense... Botafogo... e por aí adiante)

Messi dá vitória ao Barcelona.

Vettel faz a pole e vence a corrida

Mais um gol de Rogerio Ceni

É tirar cópia e distribuir.

ER

´TÁ RUIM MAS JÁ ESTÁ BOM.


Deu na Folha de hoje:

Ya li - pressão, em mandarim - é a palavra mais repetida por trabalhadores e ex-trabalhadores para descrever os dois complexos da Foxconn em Shenzhen, por onde circulam 400 mil funcionários distribuídos nas linhas de produção de iPhone, iPad e outros produtos eletrônicos.
Em escala, o complexo é o exemplo mais próximo da "cidade do futuro" para 100 mil funcionários que a empresa estuda construir no Brasil.
Os relatos não soam nada modernos: cobranças dos chefes por meio de humilhantes broncas públicas,longas horas extras, falta de privacidade e baixos salários são parte da rotina.
A organização é semi-militar, conta o engenheiro Ri Qian (nome fictício): " O que importa é qualidade, velocidade, eficiência e flexibilidade". Ele trabalha dez horas diárias, seis dias por semana, em troca de um salário de R$1.083. Na Apple, um profissional com a mesma formação recebe, em média, R$13 mil mensais.
Nós produzimos os eletrônicos mais luxuosos do mundo, mas não os consuminos.
Em 2010, 14 trabalhadores se mataram. A onda de suicídios fez a Faxconn instalar grades nas janelas e redes sob os dormitórios para evitar mais mortes e dar aumentos de até 60% aos operários - o salário inicial hoje é de R$ 433.
A empresa de origem taiwanesa também está transferindo parte de sua produção para províncias com mão de obra mais barata ( Brasil, Itajubá ???).

Blog: Não é o que o zelador quer para a terrinha. Mas 100% das manifestações feitas no "viver é perigoso", estando com certeza inclusos, médicos, engenheiros, professores, comerciantes e estudantes, demonstraram sua revolta com o ponto de vista apresentado no blog.
É a reação dos anonymous que traz mais preocupação. Imediatismo e dificuldade para enxergar um pouco mais além.

Enfim... somos apenas um zelador.

ER 

ELES DISSERAM...

Brasil de hoje :

Vale tudo. Vale tomar um empregado de outra empresa, no melhor estilo pirataria: esperar o trabalhador ficar bem treinado e qualificado e ir lá para oferecer um salário maior. Sai caro. Vale também qualificar o próprio funcionário. Também sai caro. Os empresários estão agora se debatendo com o problema da falta de pessoas no mercado. Pelo visto, só não vale acabar com as desigualdades. Elas persistem.

Miriam Leitão

FRASE DO DIA

Antes de mais nada somos brasileiros. Mesmo concentrando nossas preocupações e esperanças na terrinha, temos que pensar em Minas, ficar atentos com o caminhar do país e não tirar os olhos do mundo.
Os reflexos positivos ou negativos ocorridos depois das pontes que fazem divisa com Piranguinho, Piranguçu, Maria da Fé e Wenceslau Braz, chegam por aqui muito rápido. Não precisamos mais assistir o "Jornal Nacional" para saber das coisas.
Seria bom para nós todos, tentar saltar e vislumbrar um pouco mais além das montanhas que nos cercam.

Profeta do Morro Chic (post recebido pelo viver)