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terça-feira, 8 de junho de 2010

LÁ NA VENDA - NOVAMENTE


Uma venda de tudo
Impulsivo nas compras? Não vá ao Lá da Venda. Não vá. Tudo o que você viu naquela cidadezinha de interior está lá

CONHECI HELOÍSA Bacellar há um bom tempo. Fui à casa dela para um concurso de receitas de fim de ano, nos divertimos à grande na sua cozinha maravilhosa, cheia de todos os badulaques próprios ao métier de cozinheira, advogada, professora de culinária, escritora de livros de cozinha e artesã.
Um azougue, a criatura.
Um dia eu soube que abrira uma venda. Os muito moços, mocíssimos, não sabem o que é uma venda.
"Vai lá na venda, menina, e compra uma lata de óleo na caderneta!"
"Mãe, ganhei uma moeda, posso ir na venda comprar bala de goma e marcar na caderneta?"
Uma empregada levava meu irmão no carrinho e eu de mãos dadas para o parque Trianon. Na volta, passava na venda do seu Manuel e pedia cachaça.
Deixava cair no chão uns pingos para o santo, perguntava se eu queria experimentar e glupt, com um movimento rápido da cabeça para trás, entornava o copinho.
Entenderam o que é uma venda?
Um espaço onde se vende de secos e molhados a brinquedinhos para crianças, bonecas de pano, agulhas, dedais, picolés e pés de moleque. De tudo um pouco, conforme a cabeça do dono, geralmente português.
Na venda do seu Salvador, tinha saco de arroz, em que a gente enfiava a mão até o fundo e sentia um friozinho, bacalhau dependurado na porta e aquelas garrafinhas de chocolate embrulhadas em papel brilhante e colorido com licor dentro.
Pois, então, a Heloísa abriu sua própria venda. Restaurante-venda.
Cheguei lá com fome, ah, não é venda, nada, é estilizada, clara, luminosa, passei reto por um balcão de doces e salgados. Vi bolos e uns sonhos gordos e recheados de creme amarelinho.
O restaurante é o pequeno quintal da casa. Nos muros, dependuradas, latas de óleo, principalmente, com plantinhas caipiras.
Nunca se pode falar da comida se se vai ao lugar uma vez só, mas isso é regra para crítico de comida, que eu não sou. E, além disso, acho que vou comer lá todo dia, porque é comida caseira e gostosa e perto da minha casa. E, principalmente, é quente.
Num dia gelado, a comida estava quente, pelando, queimando a língua. Como não me acontece há muito tempo de queimar a língua com comida quente, fiquei encantada.
Pedi uma carne ensopada, macia, com um bom caldo grosso, que veio acompanhada de arroz, uma salada vistosa e umas tiras de batata-doce.
Finíssimas, fritas. Huuum, delícia.
Almocei bem, minha amiga comeu camarão com chuchu e teríamos mais umas três opções, mais ou menos, na mesma linha.
Mas todo o juízo que você exerceu na escolha do prato voa pela janela quando você volta pelo caminho da venda. Impulsivo nas compras? Não vá ao Lá da Venda. Não vá.
Tudo o que você viu naquela cidadezinha de interior onde passava as férias está lá. Tudo.
Comprei agulhas de fundo largo, xicarazinhas de café de ágata. Bule de café branco, caipira, frigideiras de ferro, bolas de gude, cumbucas, echarpe de pescoço, pó de arroz Lady, goiabada cascão de gavetinha, balas de coco com coco fresco.
Minha amiga saiu com uma cesta de piquenique de palha com dobradiças para abrir ora de um lado, ora de outro. Panos de prato, toalhas bordadas em ponto de haste e uma chaleira de desenho bonito.
Deixei por lá vasos de vidro, lindíssimos, bons para dar de casamento a quem entende-vidro pode ser tão bonito quanto cristal- e alguns livrinhos de cordel. E essência de baunilha orgânica e cheirosa, doces de pêssego em calda.
Pedi farinha e não tinha. (Confundi tudo, achei que estava no seu Salvador.) Mas a moça que me atendia foi delicada. "Ainda não temos", disse ela, frisando o "ainda".
Como se fosse uma grande ideia a se pensar...
ninahorta@uol.com.br

Texto de Nina Horta -Na Folha de São Paulo.

Rack




































AS CAMISAS DO SR. MANDELA


O líder sul-africano Nelson Mandela passou 27 anos usando o uniforme cáqui da prisão de Robben.
Em 1994 ganhou uma camisa preta de viscose, tamanho GG (ele tem 1,90 de altura) com oito botões, com enormes peixes amarelos desenhados à mão, feita pela estilista , também sul-africana, Desre Buirski. Ela já fez e mandou de presente para o líder, 130 camisas de seda e outras 150 de linho ou algodão.
Ela juntou retalhos de todas as 280 camisas que fez e transformou-os em dois patchwork. Leiloados em Mônaco para fins beneficentes, um deles foi arrematado por Paul Allen, co-fundador da Microsoft, por 360.000 euros.
Hoje a estilista tem uma loja na Africa do Sul e vende 400 camisas do mesmo modelo por ano. São inteiramente feitas à mão e custam o equivalente a R$ 1.500,00.
Quem usa ? São clientes, entre outros famosos, Carlos Santana e Bruce Springsteen.
Mandela insiste em pagar pelas camisas mas ela não aceita de modo algum.
Ela forneceu todas as camisas usadas pelo ator Morgan Freeman no filme "Invictus".
(dados Piauí)
ER

SEM PALAVRAS !


segunda-feira, 7 de junho de 2010

CRESCIMENTO ECONÔMICO ?



O jornal NYT publica hoje uma reportagem sobre a onda de suicídios ocorrida na empresa chinesa Foxconn. Foram 12 jovens entre 18 e 24 anos (oito homens e quatro mulheres). O primeiro a se suicidar foi um jovem de 19 anos, Ma Xiangquian (foto do seu pai ao lado).
Ele trabalhava de madrugada, 11 horas por dia, sete dias por semana. Recebia um salário equivalente a US$ 1 por hora.
A Foxconn é a maior fornecedora terceirizada do mundo na área de produtos eletrônicos. Trabalha para a Apple, Dell e HP.
Já tocamos neste assunto aqui no blog, inclusive o Alfredo Junta nos enviou fotos de uma fábrica de velas para automóveis chinesa.
Pensem nisso !
Em São Paulo existem milhares de bolivianos trabalhando em confecções clandestinas, nas mesmas condições.
ER

DARIA PARA ENCARAR ?

Foi preparado na Austrália um Hambúrguer com 90 kgs (depois de pronto). Anote aí: 84 kgs de carne moída, 120 ovos, 150 fatias de queijo, 21 kgs de pão, dois quilos de alface, 16 tomates, 1,5 quilos de beterraba, 0,5 kgs de molho.
Levou 24 horas para ser produzido e custou o equivamente a R$ 2.200,00.
Ficou bonito e deu fome.
ER

CONTA GOTAS

1 - Fernando Pimentel anunciou agora no Twitter que o candidato da base aliada ao governo de Minas será o Hélio Costa. Todos estavam carecas de saber que essa era a vontade de Brasília. Ele (Pimentel) deverá sair para o senado. Vai encarar Aécio e Itamar (são duas vagas).
2 - EPTV em Itajubá, boa coisa não pode ser. É só passar um carro da empresa de TV pelas ruas da cidade e ligar no jornal da noite. Daria uma boa reportagem o caso das duas vacas anônimas ou com identidades falsas que participaram da exposição agro-pecuária.
3 - Dose! O senador Crivella, bispo da Universal disse hoje em Brasília, que se Marta Suplicy for eleita para o senado, torcerá para que ela e o marido reatem o relacionamento.Ele tem esperança que reacenda a paixão, a chama, todo o amor que houve entre o casal (?).
4 - O Blog recebeu comentários sobre o sumiço do Saulo Caridad e da Bah. Creio que eles estão presentes com outros nomes, por exemplo: Mister K e Clarismundo.
5 - História interessante da grande atriz britânica Vanessa Redgrave e do ator italiano Franco Nero. Conheceram-se em 1967, se juntaram e tiveram um filho. Logo se separaram. Cada um seguiu a sua vida. Há quatro anos, a atriz chegou à conclusão de que Nero era mesmo seu grande amor e o procurou. Eles se reataram e, desde então, estão juntos. (artur xexéo).
ER

SÓ BEATLES (3)



YESTERDAY

Hoje a Rack falou sobre a possibilidade de "yesterday" ter sido escrita no interior da Irlanda. Parece que não procede. No início de 1965, quando Paul McCartney morava na casa de sua namorada Jane Asher, em Londres, acordou e foi direto para o piano. A música saiu completa.
Ele não acreditou. Achava que era algo que já tinha ouvido e estava em sua cabeça. Deu-lhe o nome provisório de "Scrambled Eggs".
Em junho do mesmo ano, quando passava uns dias em Portugal na casa de Bruce Welch, guitarrista do Shadows, ele teve um estalo, e elaborou a letra e deu-lhe o nome definitivo de "yesterday".
Dois dias depois, voltando de Portugal a gravou sozinho, sem a presença de nenhum outro dos Beatles.
Por imposição do empresário Brian Epstein, a música saiu como uma parceria com John Lennon.
Tornou-se uma das músicas mais gravadas de todos os tempos.
ER

A NÚMERO 1 VOLTA PARA CASA

Cena difícil de se ver ultimamente. Serena Wiliams, a número 1 do mundo se retira desclassificada pela australiana Samantha Stosur, no Torneio de Roland Garros. Foto Livi Rocha
para o "viver é perigoso".
ER