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sexta-feira, 5 de junho de 2026

HISTÓRIA BASEADA EM COPAS

 



Imaginar um rápido histórico de sua vida tomando por base Copas do Mundo de futebol se torna bastante simplificado.

Vamos lá. Tinha eu 3 anos de idade quando meu pai saiu de Itajubá, com meus tios, para assistir afinal da Copa de 1950, contra o Uruguai. Vagamente me lembro das lamentações pelo o que ficou conhecido, como o "desastre de Maracanã".

Muitos comentários ficaram guardados sobre a copa de 1954 na Suiça. Ficaram na lembrança a magia da seleção húngara, com craques como Puskas e a surpreendente derrota para os alemães na final.

Bem nítida na memória a Copa de 1958 na Suécia. Ouvi pelo rádio todos os jogos da seleção. Lembro-me do meu pai falar sobre sua viagem a Lambari, onde a seleção esteve em treinamento.

Inesquecível a Copa de 1962. Com dezenas de outros itajubenses, passei um dia todo acompanhando o treinamento da seleção, ao vivo, em Campos do Jordão. Deu para conversar e ver de perto o Garrincha, Pelé, Didi, Gilmar e todos os outros craques. Pela primeira vez o video-tape dos jogos eram apresentados à noite dos jogos realizados à tarde no Chile. Os filmes eram trazidos de avião. Foi a Copa do Garrincha, que só não fez chover.

Em 1966, já soldado no Batalhão, frustração com a seleção recheada de veteranos. Melhor esquecer a Copa da Inglaterra. As seleções de Portugal e da Coréia surpreenderam. No final, deu a dona da casa, Inglatrra. Copa já vista pela TV, com imagens em P&B e muito chuvisco.

Em 1970, aconteceu a Copa. Festa no México. Com colegas da Efei, na Kombi do meu pai, fomos assistir a partida final dos jogos de classificação no Rio de Janeiro. Brasil x Paraguai. Recorde histórico de público numa partida de futebol. Maracanã com mais de 200 mil espectadores, vendo as "feras do Saldanha". Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho, Gerson. Assisti os jogos em companhia do meu pai, exceto as partidas contra o Uruguai, que assisti na casa do meu tio Antonio, acompanhado do meu primo Silvio e a final contra a Itália que assisti com amigos na casa do Darly Guedes, já começando o namoro com a Sonia. Tudo ainda na TV P&B.

Em 1974, já trabalhando em São Paulo com dispensas nas horas dos jogos, para assistir na TV à cores do amigo e colega de trabalho, Rogério, na Rua Francisca Miquelina. Brasil eliminado pela máquina holandesa, com Joan Cruyff. Deu Alemanha.

Em 1978, assistindo meio que desinteressado, assistindo a eliminação do Brasil na Copa da Argentina por saldo de goals. Morando em Manaus e em São Paulo, trabalhando numa Feira no Anhembi e vi a tristeza geral pela TV do stand.

Em 1982, já morando e trabalhando em São Paulo, assistimos , uma seleção maravilhosa na Copa da Espanha. Uma máquina de jogar futebol maravilhoso. Eliminada pela Itália numa bobeira danada. Marcante a fotografia estampada na primeira página do "Jornal da Tarde" na capital paulista.  

1986 no México, sem graça. Copa de 90 na Itália, sem pé nem cabeça, sendo eliminado pela Argentina, vejam só. Melhor não comentar.

Inesquecível em 1994 nos EUA. Lá presentes em Pasadena, California, assistindo ao vivo e em cores, Sonia e eu, no sábado, a disputa pelo terceiro lugar e no domingo a finalíssima contra os italianos. Emocionante a disputa de penalties e a inesquecivel apresentação da  Whitney  Houston, que entrou em campo acompanhada nada mais, nada menos do que pelo Pelé.

De lá para cá, vendo de longe, meio que sem interesse, a não ser pelos albuns de figurinhas dos filhos. Em 1998, eliminada pela França, com o inexplicável mal-estar do Ronaldo Fenômeno. Em 2002, campeões no Japão, sem muita festa. 2006, na Alemanha, eliminados pela França. Em 2010, caímos na Africa do Sul. Em 2014, melhor esquecer o famoso 7X1 no Mineirão para a Alemanha. Em 2018, vexame na Rússia frente a Bélgica. No Catar em 2022,  deixem para lá.

Viver é Perigoso 

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