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quarta-feira, 4 de março de 2026

OBSERVADOR DE CENA

 


A guerra no Oriente Médio

Tá certo que a teocracia dos aiatolás iranianos era ditatorial e sanguinária. Tá certo que os armamentos iranianos eram uma ameaça a Israel, inclusive ameaça nuclear no futuro. Essa guerra tem término imprevisível no momento, mas um dia acaba. E o que vai resultar daí?

Levanto um ponto que é de suma importância para a região, no momento passando ao largo das discussões: uma pátria para os palestinos.

Todo apoio e reconhecimento ao povo judeu. Não aos ultra ortodoxos que governam o país com o Bibi. Esses pregam abertamente a eliminação do povo palestino. Mesmo com essa enganação do Conselho da Paz do Donald, o qual Bibi não apoia e não foi prestigiar.
Mas tanto o Bibi como o Donald são mestres em tergiversar. Ninguém dá a mínima pros palestinos nem de Gaza nem da Cisjordânia.

Sobre a Cisjordânia em ocupação ilegal lenta mas constante, com a palavra o insuspeito Ehud Olmert, 80 anos, ex-primeiro-ministro israelense. (de 2006 a 2009) : 

- "Um esforço violento e criminoso está em andamento para limpar etnicamente territórios na Cisjordânia. Gangues de colonos armados perseguem, prejudicam, ferem e até matam palestinos que vivem lá. Os ataques incluem queimar olivais, casas e carros; invadir residências; e agredir fisicamente as pessoas. Os desordeiros, os terroristas judeus, atacam palestinos com ódio e violência com um único objetivo: forçá-los a fugir de suas casas. Tudo isso é feito na esperança de que a terra seja então preparada para assentamentos judaicos, a caminho de realizar o sonho de anexar todos os territórios".

Sobre o que já foi anexado: Israel controla quase inteiramente a "Área C" da Cisjordânia, que corresponde a cerca de 60% do território e abriga assentamentos judaicos, exercendo controle administrativo e de segurança total. Embora não tenha sido formalmente anexada em sua totalidade (exceto Jerusalém Oriental), essa área é sujeita a uma ocupação militar contínua desde 1967.

O ministro das Finanças de Israel Benzalei Smotrich (desde 2022) da ala de direita radical do governo, anunciou as iniciativas, que facilitariam a apropriação de terras palestinas por colonos judeus. "Continuaremos a matar a ideia de um Estado palestino".

História rememorada: A Resolução 181 da ONU em 1947 destinou 55% da Palestina aos judeus (inclusive as terras mais férteis) e 45% aos árabes. Judeus começaram a construir a sua pátria sob a liderança do gigante David Ben-Gurion.

Os árabes (palestinos) infelizmente não. Passados mais de 70 anos, milhões de mortos, quatro guerras, já passou do hora de corrigir esse monumental erro.

No momento dado o poderio militar americano e israelense o Irã será esmagado, mas sem resolver a questão do Estado Palestino a paz nunca será estabelecida na região.

Observador de Cena

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

Que bom ...vai torcendo...O bom seria q desse certo mas muitos querem mesmo é q não dê...
Pelo menos a indústria bélica anda faturando no mundo....enquanto uns choram outros vendem lenços...

Anônimo disse...

Fantástico...A guerra é como brincar com video game...e inclusive dizer q fui eu quem acertou o navio..reivindicando os acertos com mortes e afundamentos etc.
Que MUNDO vivemos...
A indústria bélica a todo vapor...
Tá na hora do Lula fazer uns mísseis ...vai q precisa brincar de guerra também...só temos estilingues??? Kkkkkk