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segunda-feira, 6 de junho de 2011

AINDA SOBRE O AÉCIO

De um Amigo Itajubense,

Parece piada, mas é sério. Ao mesmo tempo em que tenta blindar Antonio Palocci de todas as formas e evitar que haja uma investigação sobre o enriquecimento ilícito do chefe da Casa Civil, o PT (com apoio do PMDB mineiro) ingressa na Procuradoria-Geral da República com pedido para que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja investigado por supostas sonegação fiscal e ocultação de patrimônio.
A representação é de um primarismo constrangedor. Ao invés de utilizar dados concretos para embasar a denúncia, o PT simplesmente anexou cópias da declaração de bens de Aécio, documentos sobre empresas de sua família e reproduções de multas de trânsito. Acusa o senador tucano de ter “hábitos caros e pouco comuns à maioria esmagadora da população”. Alega que Aécio leva uma vida “nababesca”, frequenta restaurantes de primeira linha, festas com celebridades e viaja em jatinhos, o que seria “incompatível com seus rendimentos”
O mais curioso é que, segundo o deputado Rogério Correia, líder do bloco PT-PMDB-PCdoB na Assembléia mineira, o caso é “mais grave” que o de Palocci, pois Aécio Neves “era governador quando enriqueceu.
O PT não sabe, mas está dando um tiro pé. A acusação não vai dar em nada e vai abrir a oportunidade de Aécio mostrar que é muito diferente de Palocci, porque já nasceu rico, filho do deputado federal Aécio Cunha, um dos maiores fazendeiros da região de Teófilo Otoni. Sua mãe, Inês Maria Neves de Faria, é filha de Tancredo Neves, que também era rico, mas dizia que político tinha de parecer pobre, por isso se comportava tão discretamente.
Depois que se separou de Aécio Cunha, Inês Maria se casou com o empresário mineiro Gilberto Faria, dono do Banco Real. Faria morreu em 2008, deixando a viúva ainda mais rica. Inclusive o jatinho que serve a Aécio é de propriedade da mãe, que o herdou. O prefixo do avião leva as letras GAF, que são as iniciais do antigo dono: Gilberto de Andrade Faria.
Se Palocci tivesse conhecido Tancredo, Palocci jamais compraria o apartamento de R$ 6,6 milhões, que tem aquecimento até no piso. Teria ficado na moita, enchendo as burras de dinheiro às custas dos outros burros, os contribuintes brasileiros, que no final sempre pagam as contas desonestas dos políticos.

Amigo Itajubense

DIA DO ELOGIO

Ditatorialmente, fica estabelecido que hoje, dia 6 de junho, será comemorado o dia itajubense do elogio. Nenhum comentário, exceto aqueles encaminhando alguma forma de elogio, será publicado no "viver é perigoso". (os normais serão publicados amanhã).
Não existirá censura, podendo serem elogiados inclusives políticos, jornalistas, blogueiros, professores e médicos.
Liberou geral.
Não venham com elogios exagerador.
O Caçador do Impossível está autorizado a encaminhar elogios aos seus amigos petistas. 

Zelador

ATENÇÃO ANONYMOUS !

Do Hélio Schwartsman - Folha

Partes do cérebro sentem prazer quando recebemos elogios, mesmo se forem falsos

A cada instante nasce um otário - e nós já somamos quase 7 bilhões de pacóvios. Apesar da propaganda dos moralistas, mentir é um bom negócio e é por isso que golpes prosperam mundo afora.

O problema, como mostra o psicólogo especializado em mentiras Robert Feldman, é que o golpista já começa o jogo com enorme vantagem.

Nossos cérebros trazem uma série de vieses que operam em favor de esquemas como o da premiação. O mais simples é o viés de verdade.

O padrão é aceitar como verdadeiras todas as declarações que nos chegam à cachola. Na maioria das vezes, elas são mesmo (ou a linguagem não teria se desenvolvido), e o custo de duvidar de tudo seria demasiado alto.

Outro mecanismo valioso para vigaristas é o autoengano. Ele faz com que o cérebro, para pacificar contradições, reelabore a questão.

Quando venço no pôquer, convenço-me de que sou um jogador exímio; quando perco, tive azar. Construímos uma autoimagem positiva.

No fundo, todo mundo quer acreditar nos falsos cumprimentos que recebe.

Na verdade, partes mais primitivas do cérebro acreditam, e isso produz reações químicas que geram prazer. Até o mais desafinado se sente bem se elogiado por seu hipócrita professor de música.

Se o sujeito é um pouquinho mais vaidoso, como às vezes é o caso de médicos, envolvê-lo no jogo por um elogio é tão fácil como roubar doce de criança. Ainda que os centros do cérebro acionem o sinal de alarme, este será abafado pela lisonja.

Acrescente um cenário convincente e elasticidade nas fronteiras semânticas entre "comprar um prêmio" e "adquirir convites para o jantar" e o jogo está ganho.

Frequentemente, somos cúmplices voluntários da mentira que nos contam.

Hélio Schwartsman



ANONYMOUS

Vira e mexe a presença dos Anônimos comentaristas é questionada. Com toda e absoluta certeza por aqueles que de certa forma se sentiram desconfortáveis com algum comentário.
Contamos nos dedos os comentaristas que normalmente se identificam. O próprio zelador, Dr. Aldo, Bah, Humberto, Walter Bianchi, Alaor, Roberto Lamoglia, Renato Nunes, Celinha (quando participava), corajosamente o Rafael, João Heleno, Júnior, Virgílio e outros que me escapam no momento. Em compensação, temos mais de 50 anônimos participando do dia a dia.
Alguns, diga-se de passagem, com comentários brilhantes.
É óbvio que o mais criticado sempre é o coitado do zelador, que no início ficava "puto da vida" e queria por que queria, tirar satisfações com o comentarista anônimo.
Hoje nem tanto. Foram calçadas as famosas sandálias da humildade e aperfeiçoada a capacidade de absorção de golpes.
Numa cidade do porte da nossa, com quase todos se conhecendo fica difícil e incômodo apresentar um posicionamento contrário a alguém ou a uma entidade ou organização onde esteja presente um parente ou um amigo.
O itajubense, como todos os brasileiros, é um homem cordial e, com todo o respeito, até um pouco covardinho. Por educação e até mesmo acanhamento, prefere não manifestar a sua opinião clara sobre determinados assuntos.
Para os magoados, um conselho: Não será devido a não publicação, que pensamentos contrários deixarão de existir.
Mas que seria gostoso (e chato) ouvir e ler somente elógios, não tenham dúvidas.
Às vezes o zelador deixa escapar algum comentário mais ácido e aí erra. Talvez o seu lombo já cascudo e indolor, não sinta o mesmo incômodo que um cristão novo.
Agora, para votar e repetir besteira em cima de besteira, o anonimato está garantido e preservado por lei.
Vamos pensar.

ER 

MUITO PRÓPRIO PARA O MOMENTO E SEMPRE



IMPOSSIBLE DREAM (Com Andy Williams)

O Sonho Impossível


Sonhar o sonho impossível
Combater o inimigo imbatível
Suportar uma dor insuportável
Ir aonde os corajosos não se atrevem ir


Corrigir o erro incorrigível
Ser muito melhor do que se é
Tentar com os braços exaustos
Alcançar a estrela inalcançável


Esta é minha busca, seguir aquela estrela
Não importa quão sem esperança
Não importa quão distante
Lutar pelos direitos
Sem perguntar ou descansar
Estar disposto a marchar para o inferno
Por uma causa divina


Sei que somente sendo sincero
Nesta gloriosa busca
Que meu coração ficará em paz e calmo
Quando eu me deitar no descanso final


E o mundo seria melhor por isto
Que um homem desprezado e coberto de cicatrizes
Ainda luta com o que resta de sua coragem
Para alcançar a estrela inalcançável
 
The Impossible Dream - (Joe Darion/Mitch Leigh) - é uma canção que foi composta em 1965 e fez parte do musical da Broadway Man of La Mancha, baseado em Dom Quixote de Miguel Cervantes.
 
ER

DIFERENÇA ENTRE CALOTE E REESTRUTURAÇÃO

Erlich - El País

FRASE DO DIA

A reforma política já chegou. Lula criou o bipresidencialismo, dois presidentes em lugar de um só.

João Ubaldo Ribeiro

RECADO PARA O MENINO QUE ESTÁ LONGE

E aí meu ? Já chegaram ?

Meu filho, ouça bem o seu pai:
se sair à rua, leve o guarda-chuva, mas não leve dinheiro.
Se levar, não entre em lugar nenhum.
Se entrar, não faça despesas.
Se fizer, não puxe a carteira.
Se puxar, não pague.
Se pagar, pague somente a sua.

(Do Fernando Sabino)

ER