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quarta-feira, 11 de março de 2026

MERCADO LÓGICO

 


Fecundidade e envelhecimento

A Cúpula Mundial de Governos (WGS) é uma plataforma global anual. Sediada em Dubai desde 2013. Focada em moldar o futuro da governança global. Tecnologia e políticas públicas. Reúne líderes mundiais, ministros de Estado, CEOs e especialistas para debater inovações. E desafios globais. A edição de 2026 destacou o tema “Moldando os Governos do Futuro”.

Um dos assuntos discutidos foi a queda da fecundidade ( A Taxa de Fecundidade é um índice utilizado na demografia, que se refere ao número médio de filhos nascidos vivos) . 

Podemos comemorar a decisão de ter menos filhos? Em relação ao meio ambiente seria benéfica. Mas os dados têm que ser analisados mais profundamente. Pois em tese a população tenderia a diminuir. Minorando a pressão populacional sobre os recursos naturais já escassos. Mas não é bem assim. Ao mesmo tempo estamos vivendo mais. Envelhecemos.

Vamos ver nossos números.

No nosso caso o número de idosos no Brasil já supera o de crianças. 32,1 milhões de pessoas com mais de 60. Contra 26,4 milhões de crianças de até nove anos. Dados do censo do IBGE de 2022. Portanto 4 anos já passados. Idosos = 15,8% e crianças = 13% da população nacional. Mudança significativa em relação ao Censo de 2000. Os idosos eram 8,6%. E as crianças, 19,4% da população. Em 2024 os idosos já chegaram a mais de 34 milhões.

Quem nasceu em 1940 viveria, em média, 45,5 anos. Já em 2024, a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos. Representando um aumento de 31,1 anos, neste período.
Coisa comum na Europa e certos países da Ásia acontecendo também no continente sul americano. E certos lugares a coisa está extremamente rápida.

A Coreia do Sul enfrenta um declínio populacional de mais de 85%. Decorridas só duas gerações!!!! No pais dividido por guerra a cada 100 casais nascem entre 33 e 35 filhos. Que dão origem de SÓ 11 a 12 netos!!!!. É uma taxa de fecundidade de 0,72 a 0,75 por mulher!
No Brasil, a taxa é de 1,55 por mulher. Seriam necessários 2,1 filhos por mulher para manter a população estável.

Isso acarreta mudanças sociais/econômicas profundas. Vamos comentar por enquanto só duas delas: na educação infantil p. ex.. Fatalmente teremos menos crianças demandando educação. Esta com menos gente e mais recursos per capta tenderia a melhorar. Outra: o envelhecimento populacional traz consequências. Principalmente na saúde pública. E no nosso já precário sistema de previdência social. Qual será o número necessário de jovens trabalhando e contribuindo para manter o sistema? A Reforma da Previdência de 2019 no governo do Jair já nasceu velha.

E como caminhará a inovação tecnológica tão necessária num país com poucos jovens?

Essas mudanças demográfica de suma importância estão nos radares dos políticos de Brasília? Ou só os técnicos do IBGE. Do Planejamento. Do MEC e estudiosos estão debruçados sobre os números?

Campanha eleitoral já andando. E o que vemos na discussão. Ideologia. Nós contra eles. Arranjos de candidaturas para palanques estaduais. Como gastar os bilhões do fundão eleitoral na campanha. E por aí vai.

Estamos lascados!

ET. No país do Donald a Taxa é de 1,6 por mulher pelo último censo. Muito abaixo da reposição. No entanto ideologicamente trava-se uma guerra contra os imigrantes. Que poderiam minorar o problema. Vê-se aí o senso comum de que planejamento/olhar de longo prazo não é com ele.

Mercado-Lógico

Viver é Perigoso

2 comentários:

Anônimo disse...

Ahhhh!!!
Nesta idade ainda consegue pensar nisso???

Anônimo disse...

Seria essa queda na taxa de fecundidade uma das explicações para a perda de quase 8% e a posterior estagnação populacional de Itajubá?