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| Martin Parr - Praia artificial Miyazaki - Japão |
Martin Parr, inglês, nascido em 1952, foi um fotógrafo documentarista inglês e fotojornalista.
Ele era conhecido por seus projetos fotográficos que lançavam um olhar íntimo, satírico e antropológico sobre aspectos da vida moderna, em particular documentando as classes sociais da Inglaterra e, mais amplamente, a riqueza do mundo ocidental.
Foi casado com a escritora Suzie Parr. Tiveram a filha Ellen Parr, nascida em 1986.
Martin Parr tomou o barco em dezembro de 2005. Estava com 73 anos.
Viver é Perigoso

Um comentário:
A guerra de Trump contra os EUA
Por Ruy Castro FSP
"No passado, pela bravura e correção, um indivíduo conseguia se impor a uma maioria hostil
Hoje, um ferrabrás eleito democraticamente se impõe pelo poder e hostiliza e esmaga a maioria
Em "Doze Homens e uma Sentença" (1957), filme de Sidney Lumet, um jurado (Henry Fonda) consegue reverter a decisão de seus dez colegas dispostos a condenar um jovem acusado de matar o pai. Fonda, o jurado nº 8, não está convencido da culpa do rapaz e apresenta objeções que vão dobrando, uma a uma, a certeza de cada um. No fim, todos votam pela absolvição do garoto. São 95 minutos num cenário único, a sala de reunião do júri, e uma esgrima de diálogos em busca da verdade e da justiça.
Em "Matar ou Morrer" (1952), de Fred Zinnemann, um xerife (Will Kane, interpretado por Gary Cooper) é avisado pelo telégrafo de que um assassino que ele prendeu anos antes foi posto em liberdade e cavalga rumo à cidade, com mais três pistoleiros, para se vingar. Serão quatro contra um. Kane, a quem a cidade devia a paz em que vivia, pede ajuda aos cidadãos e todos têm motivo para recusar. Deixado sozinho, ele encara e mata os quatro (um deles, com a ajuda de sua noiva quaker Grace Kelly), Quando a cidade vai festejá-lo, Kane tira a estrelinha do colete, atira-a ao chão e vai embora.
Em "O Vento Será Tua Herança" (1960), de Stanley Kramer, um advogado (Spencer Tracy) enfrenta uma cidadezinha maciçamente evangélica e criacionista decidida a silenciar um jovem professor adepto da ciência e do evolucionismo. O filme mostra o julgamento, um duelo de argumentos entre Tracy e outro poderoso advogado (Fredric March) sobre Darwin e a Bíblia —o darwinismo era então crime no estado. O professor acaba condenado, mas a uma multa ridícula, que não o impedirá de lecionar.
Eram esses os EUA que, apesar de todas as sujeiras em política internacional, éramos levados a admirar. O país em que, pela bravura e correção, um indivíduo conseguia se impor a uma maioria hostil. Hoje é o contrário: um ferrabrás se impõe pelo poder e hostiliza e esmaga a maioria. Donald Trump parece estar declarando guerra aos próprios EUA.
E os americanos já não têm um Henry Fonda, um Gary Cooper e um Spencer Tracy que os defendam."
Pois é.....
Amigo Cinéfilo
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