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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

DATA VENCIDA



Pensei no assunto no final de semana e preocupei-me. Encerrei o ano tirando zero no conhecimento de novas músicas. 
Nem umazinha. 
Se concederem o prêmio da Sena acumulada para quem assoviar, mesmo que um pedacinho, uma canção lançada no decorrer do ano, estaria eliminado de imediato.

Com prazer, ouvi músicas diariamente. Todas veteranas.

Me assustei.

Tão somente lançamentos de anos anteriores. E para falar a verdade, de anos bem anteriores. A maioria de séculos atrás.

Alguma coisa boa deve ter surgido no decorrer do ano. Não fui avisado e tão pouco senti atraído por sons vindo de rádios ou TV.

Musicalmente falando, estou me considerando uma ilha situada na Boa Vista.

Pior, creio que não existem mais chances de atualização.

Ficarei doravante só com minhas " velhinhas".

Viver é Perigoso

Comentário recebido da minha amiga Bah

Não é pecado.

Não é pecado gostar de música antiga, pois ela não é antiga, é eterna.E a música nos encanta quando mexe com nossos sentimentos.Os grandes artistas, compositores, sabem transmitir uma emoção porque sabem vivê-la.Se nos toca é porque nós também estamos sentindo as mesmas emoções ou emoções parecidas.E como é bom saber que nossos sentimentos, nossos pensamentos e até nossa atitude conservadora, quase sempre nos é motivo de orgulho. Ao contrário de quem nos acha ultrapassado somos somente pessoas de sentimentos profundos, de significativo entendimento do que estamos sentindo. Na verdade, ao nos ligarmos em músicas mais antigas, estamos apenas revivendo grandes e intensas emoções.

"A música começa onde acaba a fala" (Ernst Hoffman) E Noel Rosa sabia disso. Mas é interessante também atentarmos para alguns versos marcantes  música Sutilmente (Skank)

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

Bah

2 comentários:

Anônimo disse...

Credo!!!
Senti um forte cheiro de mofo misturado com enxofre.

Anônimo disse...

É o inferno...? Credo