A guerra no Oriente Médio
Tá certo que a teocracia dos aiatolás iranianos era ditatorial e sanguinária. Tá certo que os armamentos iranianos eram uma ameaça a Israel, inclusive ameaça nuclear no futuro. Essa guerra tem término imprevisível no momento, mas um dia acaba. E o que vai resultar daí?
Levanto um ponto que é de suma importância para a região, no momento passando ao largo das discussões: uma pátria para os palestinos.
Todo apoio e reconhecimento ao povo judeu. Não aos ultra ortodoxos que governam o país com o Bibi. Esses pregam abertamente a eliminação do povo palestino. Mesmo com essa enganação do Conselho da Paz do Donald, o qual Bibi não apoia e não foi prestigiar.
Mas tanto o Bibi como o Donald são mestres em tergiversar. Ninguém dá a mínima pros palestinos nem de Gaza nem da Cisjordânia.
Sobre a Cisjordânia em ocupação ilegal lenta mas constante, com a palavra o insuspeito Ehud Olmert, 80 anos, ex-primeiro-ministro israelense. (de 2006 a 2009) :
- "Um esforço violento e criminoso está em andamento para limpar etnicamente territórios na Cisjordânia. Gangues de colonos armados perseguem, prejudicam, ferem e até matam palestinos que vivem lá. Os ataques incluem queimar olivais, casas e carros; invadir residências; e agredir fisicamente as pessoas. Os desordeiros, os terroristas judeus, atacam palestinos com ódio e violência com um único objetivo: forçá-los a fugir de suas casas. Tudo isso é feito na esperança de que a terra seja então preparada para assentamentos judaicos, a caminho de realizar o sonho de anexar todos os territórios".
Sobre o que já foi anexado: Israel controla quase inteiramente a "Área C" da Cisjordânia, que corresponde a cerca de 60% do território e abriga assentamentos judaicos, exercendo controle administrativo e de segurança total. Embora não tenha sido formalmente anexada em sua totalidade (exceto Jerusalém Oriental), essa área é sujeita a uma ocupação militar contínua desde 1967.
O ministro das Finanças de Israel Benzalei Smotrich (desde 2022) da ala de direita radical do governo, anunciou as iniciativas, que facilitariam a apropriação de terras palestinas por colonos judeus. "Continuaremos a matar a ideia de um Estado palestino".
História rememorada: A Resolução 181 da ONU em 1947 destinou 55% da Palestina aos judeus (inclusive as terras mais férteis) e 45% aos árabes. Judeus começaram a construir a sua pátria sob a liderança do gigante David Ben-Gurion.
Os árabes (palestinos) infelizmente não. Passados mais de 70 anos, milhões de mortos, quatro guerras, já passou do hora de corrigir esse monumental erro.
No momento dado o poderio militar americano e israelense o Irã será esmagado, mas sem resolver a questão do Estado Palestino a paz nunca será estabelecida na região.
Observador de Cena
Viver é Perigoso