Antes que me torne um eremita completo, ocuparei este espaço para falar e discutir um pouco, com simplicidade, sobre a vida, com suas alegrias e tristezas. Pode ser que acabe falando comigo mesmo. Neste caso, pelo menos prevalecerá a minha opinião.
Os números e estatísticas sobre a desigualdade de renda no Brasil é material farto: 1- O 1% mais ricos tinham renda 30,5 vezes maior que os 50% mais pobres 2- 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população 3- 50% mais pobres detêm apenas 2% do patrimônio do país 4- Mulheres e população negra ainda enfrentam taxas de desocupação mais altas, com a desigualdade se aprofundando entre mulheres negras 5- O Norte e Nordeste ainda apresentam os menores índices de renda, embora com melhorias. E por aí vamos com números impressionantes, melhorando um pouquinho de uns 3 anos pra cá com os programas de transferência de renda, as várias bolsas e subsídios (gratuidade) para energia e gás. Contribui também o aumento real do salário mínimo e substancialmente a queda do desemprego. E no futuro virá o “cashback” incluído na reforma tributária. Mas o Brasil é o Brasil e as coisas não param por aí. Falamos das mazelas sociais mas a coisa fica pior na esfera pública. Brasília e seus palácios, gabinetes, ministérios e outros, todos ricos, enquanto milhares de prefeituras pobres. Pobreza justamente nos locais onde vivemos, trabalhamos, nos educamos e a nossos filhos e cuidamos da nossa saúde e laser. Números notadamente escancarados nesses dias quando Senado e Câmara Federal votaram a urgência e o mérito dos projetos de reajuste dos salários de seus servidores, feita a toque de caixa após um acordo fechado por líderes (direita esquerda e centrão) e tudo votado em menos de 3 horas! Votar reajustes justos seria uma normalidade mas no caso não é e os números falam por si, 800 MILHÕES serão gastos e os textos preveem acréscimos anuais no vencimento básico dos servidores entre 2026 e 2029.Estabelecendo uma Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico – GDAE - que pode chegar a 100% do vencimento básico dos funcionários. Mas que nome pomposo não? De acordo com dados disponíveis no sistema SINCOFI (2024) do governo (Tesouro Nacional) 5.271 de um total de 5.570 municípios registraram uma receita esperada abaixo do valor aprovado pelo Congresso como remuneração dos servidores. Nenhum desses municípios têm mais de 250 mil habitantes, sendo que 83 deles têm entre 100 e 250 mil. E juntos, eles totalizam uma população de 96,6 milhões de pessoas!!!! 2.625 desses municípios orçaram uma receita equivalente a até 10%, - R$ 80 MILHÕES - do valor total que o Congresso vai gastar com os reajustes. E isso, convém lembrar, é só o reajuste, imaginem o custo da folha! E frequentemente políticos dos legislativos federais batem na tecla da necessidade do corte de gastos dos outros poderes como forma de equilibrar o orçamento e a dívida pública. Belo exemplo: cortem aí, aqui não! Dizem que como medida eleitoreira a Presidência da República vai vetar parte do aumento. Ganha um pé de moleque de Piranguinho e um pastel de milho do Mercado (pode ser acompanhado de um caldo de cana) quem garantir que o veto não será derrubado. Como dizem Brasília é uma Ilha da Fantasia? Já cantavam os Paralamas: Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei/Uma cidade que fabrica sua própria lei/Onde se vive mais ou menos como na Disneylândia/Se essa palhaçada fosse na Cinelândia/Ia juntar muita gente pra pegar na saída/Pra fazer justiça uma vez na vida Certamente. E o que é pior, vamos reconduzir esses políticos a um novo mandato em outubro, sabem por que? Porque a escolha eleitoral é quase que pura ideologia, nós contra eles e não leva a lembrança fatos lamentáveis como esse na hora do voto. Resta a esperança, a cruzada do Ministro Flávio Dino contra o descalabro das emendas e agora contra esses “penduricalhos”. Na nossa terrinha será que teremos algum pronunciamento contra esse novo absurdo. Prefeito, vice, vereadores? Resmungão
2 comentários:
Tudo ...tudo por dinheiro e puder!
Nada mais....
Dá pra ficar quieto? Não! Então resmunguemos
Os números e estatísticas sobre a desigualdade de renda no Brasil é material farto:
1- O 1% mais ricos tinham renda 30,5 vezes maior que os 50% mais pobres
2- 63% da riqueza do Brasil está nas mãos de 1% da população
3- 50% mais pobres detêm apenas 2% do patrimônio do país
4- Mulheres e população negra ainda enfrentam taxas de desocupação mais altas, com a desigualdade se aprofundando entre mulheres negras
5- O Norte e Nordeste ainda apresentam os menores índices de renda, embora com melhorias.
E por aí vamos com números impressionantes, melhorando um pouquinho de uns 3 anos pra cá com os programas de transferência de renda, as várias bolsas e subsídios (gratuidade) para energia e gás. Contribui também o aumento real do salário mínimo e substancialmente a queda do desemprego. E no futuro virá o “cashback” incluído na reforma tributária.
Mas o Brasil é o Brasil e as coisas não param por aí. Falamos das mazelas sociais mas a coisa fica pior na esfera pública. Brasília e seus palácios, gabinetes, ministérios e outros, todos ricos, enquanto milhares de prefeituras pobres. Pobreza justamente nos locais onde vivemos, trabalhamos, nos educamos e a nossos filhos e cuidamos da nossa saúde e laser.
Números notadamente escancarados nesses dias quando Senado e Câmara Federal votaram a urgência e o mérito dos projetos de reajuste dos salários de seus servidores, feita a toque de caixa após um acordo fechado por líderes (direita esquerda e centrão) e tudo votado em menos de 3 horas!
Votar reajustes justos seria uma normalidade mas no caso não é e os números falam por si, 800 MILHÕES serão gastos e os textos preveem acréscimos anuais no vencimento básico dos servidores entre 2026 e 2029.Estabelecendo uma Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico – GDAE - que pode chegar a 100% do vencimento básico dos funcionários. Mas que nome pomposo não?
De acordo com dados disponíveis no sistema SINCOFI (2024) do governo (Tesouro Nacional) 5.271 de um total de 5.570 municípios registraram uma receita esperada abaixo do valor aprovado pelo Congresso como remuneração dos servidores. Nenhum desses municípios têm mais de 250 mil habitantes, sendo que 83 deles têm entre 100 e 250 mil. E juntos, eles totalizam uma população de 96,6 milhões de pessoas!!!! 2.625 desses municípios orçaram uma receita equivalente a até 10%, - R$ 80 MILHÕES - do valor total que o Congresso vai gastar com os reajustes. E isso, convém lembrar, é só o reajuste, imaginem o custo da folha!
E frequentemente políticos dos legislativos federais batem na tecla da necessidade do corte de gastos dos outros poderes como forma de equilibrar o orçamento e a dívida pública. Belo exemplo: cortem aí, aqui não!
Dizem que como medida eleitoreira a Presidência da República vai vetar parte do aumento. Ganha um pé de moleque de Piranguinho e um pastel de milho do Mercado (pode ser acompanhado de um caldo de cana) quem garantir que o veto não será derrubado.
Como dizem Brasília é uma Ilha da Fantasia? Já cantavam os Paralamas: Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei/Uma cidade que fabrica sua própria lei/Onde se vive
mais ou menos como na Disneylândia/Se essa palhaçada fosse na Cinelândia/Ia juntar muita gente pra pegar na saída/Pra fazer justiça uma vez na vida
Certamente. E o que é pior, vamos reconduzir esses políticos a um novo mandato em outubro, sabem por que? Porque a escolha eleitoral é quase que pura ideologia, nós contra eles e não leva a lembrança fatos lamentáveis como esse na hora do voto.
Resta a esperança, a cruzada do Ministro Flávio Dino contra o descalabro das emendas e agora contra esses “penduricalhos”.
Na nossa terrinha será que teremos algum pronunciamento contra esse novo absurdo. Prefeito, vice, vereadores?
Resmungão
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