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sábado, 4 de abril de 2026

´ZÉ FERINO - RELEITURAS



Encontro com o Sr. Zé Ferino nesta ensolarada manhã de sábado, na Boa Vista, é claro.

- E´aí Sr. Zé, como vão as releituras de livros ?

- Camarada, vão bem. Resolvi ler com cuidado o "Hiroshima " , do John Hersey. Adiantando, livro originário de uma reportagem histórica do John Hersey para o The New Yorker em 1946. Um livro crucial na história do século XX. Ganhador do Pulitzer.

Minha edição é da "Companhia das Letras" de 2002 - são 173 páginas que passaram para a história. Sobre os efeitos da bomba atômica lançada em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945. O artigo que conta a história de seis vítimas do bombardeio transformou-se depois em um livro.

Não é à toa que o livro ainda é leitura obrigatória em praticamente todo curso de Jornalismo no mundo; uma pena que não o seja para outros cursos também, porque Hiroshima é uma obra que precisa ser lida, relida e discutida, e as histórias desses corajosos sobreviventes de um dos atos mais atrozes de todos os tempos merecem ser celebradas para sempre.

Em tempo, John Hersey nasceu em 1914 na China, filho de missionários americanos. Foi para os EUA ainda criança. Estudou em Yale, com pós graduação em Cambridge.

Hersey tomou o barco em Key West, Flórida, em 1993.

- Bom Sr Zé, tenho um exemplar lido há mais de vinte anos. Vou reler neste final de semana.

- Abraço Camarada.

Viver é Perigoso


POIS É...

 

Viver é Perigoso

THE END


Falo por mim, mas desconfio que possa estender para muita gente. Já não me lembro mais quando fui ao cinema pela última vez.

Continuo apaixonado pelo cinema. Assisto filmes  mais do que uma vez por semana. Ontem mesmo, sexta-feira santa, lembrei-me da minha estréia no cinema. Aconteceu numa delas ao assistir no Cine Edna, na Boa Vista, é claro, o filme 'A Vida de Cristo". Já lá vão 70 anos.

Tornei-me um frequentador constante. 

Hoje, o pessoal do setor coloca a boca no trombone. Menos de 10% das cidades brasileiras tem salas de cinema.

Sinceramente, até que tentei. Há uns dois anos fui ao cinema aproveitando para conhecer a sala de exibição situada no Parque Municipal. Não deu. Sai antes da metade do filme. Som muito alto, excessivo brilho na tela e incômodo entra e sai de gente.

A qualidade dos televisores, a qualidade de transmissão, o conforto e a flexibilidade permitida e, principalmente, a oferta e disponibilidade de filmes, tornaram imbatíveis a nossa sala de estar.

Os exibidores querem a imposição de uma janela mínima de 180 dias de exclusividade para exibição em salas de cinema antes que as obras possam ir para o streaming.

Pensando bem, nos primórdios, a gente não ia ao cinema, tão somente pelos filmes. As salas eram ponto de encontro, base para início de namoros, ver e ser visto. Ah ! e tinha o jornal noticioso que antecedia a exibição do filme, com gols dos clássicos de futebol , pelo magnífico canal 100 do Niemeyer e trailers/propaganda dos filmes a serem exibidos na semana seguinte.

Enfm...para mim, creio, surgiu na tela o The End para as salas de exibição. 

Viver é Perigoso