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domingo, 29 de março de 2026

DANDO O QUE FALAR

 


Renan Antônio Ferreira dos Santos, simplesmente Renan Santos, paulista da Mooca, nascido em 1984, filho de advogado e psicóloga. Apareceu como um dos fundadores do MBL - Movimento Brasil Livre e atual presidente do Partido Missão, aprovado pelo TSE em nov/25.

Estreou no cenário político, em 2014, na manifestação em frente ao Masp, em São Paulo, reunindo cerca de 5 mil pessoas e consolidando o uso da internet como principal ferramenta para promover pautas liberais.

Em 2025, Renan anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. Sua campanha adota um discurso crítico ao que ele classifica como "hegemonia política e cultural" dos partidos tradicionais, ao mesmo tempo em que se opõe tanto ao Partido dos Trabalhdores quanto ao bolsonarismo.

Junto de outros integrantes do Movimento Brasil Livre, Renan Santos atua como músico da banda de rock Limão Rosa, assumindo as posições de vocalista e guitarrista.

Pois é...

Na pesquisa presidencial AtlasIntel/Bloomberg divulgada na última quarta-feira (25), Renan aparece tecnicamente empatado com outros adversários em todos os cenários encabeçados por Flávio e Lula, pois a diferença é pequena e a margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual para mais ou para menos. Mas chama a atenção que ele apareça à frente de nomes bem mais conhecidos da política brasileira, como os governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, Zema e Eduardo Leite.

Aguardem...

Viver é Perigoso

ÁGUAS DE MARÇO - LIVRO, PRESENTE DE AMIGO




"Aguas de Março" - Editora 34 - 136 páginas - Milton Ohata, Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia.

Extraído da Crônica do Mário Sérgio Conti - Na Folha de São Paulo, sob o título " O Mistério Profundo de Águas de Março".

Há 54 anos, Antônio Carlos Jobim compôs a melhor música brasileira de todos os tempos, “Águas de Março”.

Há 24 anos, em enquete da Folha, música foi escolhida a ‘canção nacional máxima’.

Superlativo e subjetivo, esse “melhor” tem razão de ser. Há 24 anos, a Folha pediu a 214 pessoas ligadas à música que levassem em conta letra, melodia, importância histórica e razões afetivas para eleger a canção nacional máxima, e “Águas de Março” chegou na frente.

Em segundo lugar ficou “Construção” de Chico Buarque, que, por sua vez, considerava a composição de Jobim “o samba mais bonito do mundo”. Leonard Feather, crítico do New York Times, disse algo parecido: “Águas de Março” é uma das dez músicas mais lindas do século 20.

Além do que, foi cantada pela Elis Regina, Nara Leão, Gal Costa, e pelo  João Gilberto. Em inglês, por Ella Fitzgerald, Art Garfunkel e Dionne Warwick. Há versões em espanhol, francês, italiano.
 
Forma musical dominante no Brasil desde sempre, a canção não é mais o sol do sistema cultural. Mas "Águas de Março" permanece, é um clássico que parece ter sido composto ontem. 

É difícil cantá-la. Dançá-la, nem pensar. Cantarolá-la, sim, mas uns poucos versos da letra quilométrica. Não é brejeira nem carrancuda, festiva ou funesta. Passa-se num presente perene no qual vige um único verbo: ser. Ele é conjugado 92 vezes na terceira pessoa do singular do presente do indicativo: é. E quatro no plural: são. Quem ou o que é o sujeito da ação, caso ação haja, é um mistério profundo.

Saiu agora um livro que lança a luz da manhã nesse mistério: “Águas de Março": Sobre a Canção de Tom Jobim”. Publicado pela editora 34, traz ensaios do historiador Milton Ohata, do crítico literário Augusto Massi, do músico Arthur Nestrovski e do compositor Walter Garcia – professores que escrevem com conhecimento de causa e clareza.

Milton Ohata, conta que grampearam seu telefone de Jobim e bisbilhotaram a correspondência. Mesmo a apolítica “Águas de Março” enfrentou problemas para ser liberada: uma censora asnática cismou com o primeiro verso: “pau” significaria polícia; “pedra”, um líder estudantil do maio francês, Cohn-Bendit; “fim do caminho”, a derrubada do regime.

Augusto Massi analisa a letra, o “desenvolvimento compacto” e o “fluxo contínuo de palavras”. 

Arthur Nestrovski estuda a “fluidez da música”, sua “forma líquida, sem ângulos”. Ousado, liga “Águas de Março” a Schumann, Schubert, sobretudo Chopin.

No último ensaio, o mais denso, Walter Garcia repassa o percurso artístico de Jobim, o abandono da bossa nova, a opressão ditatorial e a melancolia que o asfixiou em 1972. 

Mário Sérgio Conti (extraído)

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POIS É...

 


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MERCADO LÓGICO



Sistema Cantareira entra no período de seca com só 44% do volume útil. Problemas a frente com certeza. Redução da pressão na rede da capital paulista já está em curso. População pobre que não tem caixa d'água fica horas sem. Lembrando a bacia que abastece o reservatório tem só 2.280 km2. E só 22% dessa área e coberta por vegetação nativa/florestas.

O que já se sabe da importância da cobertura vegetal nas nascentes foi ressaltada na crise hídrica de 2014/15. Dados mostram que a média de perdas de vazão nas nascentes desprotegidas foi de 90% naquela bacia! No famoso projeto de Extrema de proteção das nascentes ( e pagamentos por serviços ambientais) a perda com a seca foi de 40% da vazão.

E as chuvas cada vez mais escassas. E o que fizeram os governos paulistas em 10 anos? Só obras! Principalmente uma interligação com o Paraíba do Sul, bacia que também está deficitária. Como sempre a natureza ensina, nós nos recusamos a aprender. São Paulo vai sofrer.

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