quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ELES DISSERAM

"Cada homem é livre para tentar chegar até onde pode ou deseja chegar, mas é sua capacidade de pensar que determina até onde ele vai chegar. O valor do trabalho físico, como tal, não se estende além do momento em que é realizado. O homem que realiza apenas trabalho físico consome o valor material correspondente à sua contribuição ao processo de produção, e não deixa nenhum valor residual, nem para si, nem para os outros. Mas o homem que produz uma idéia em qualquer área de atividade racional - o homem que descobre novos conhecimentos - é o benfeitor permanente da humanidade. Produtos materiais não podem ser compartilhados - eles pertencem ao seu consumidor final. Apenas o valor de uma idéia pode ser compartilhado com um número ilimitado de pessoas, fazendo com que todos os que compartilham se tornem mais ricos, sem que ninguém se sacrifique ou perca. É o valor de seu próprio tempo que os intelectualmente fortes transferem aos fracos, deixando que estes trabalhem em empregos que aqueles tornaram possível, enquanto eles continuam a dedicar seu tempo a novas descobertas. Esta é uma permuta legítima que traz vantagens para ambos os lados. Os interesses da mente são unos, não importa o grau de inteligência envolvido, entre os homens que desejam trabalhar e não buscam nem esperam aquilo a que não fazem jus.

Ayn Rand




2 comentários:

  1. "A capacidade de pensar é que determina até onde o homem vai chegar"...

    Lendo hoje de manhã este belo texto veio à minha mente um acontecimento muito distante, mas que está gravado para sempre.
    Por volta dos anos 70 assisti uma formatura da EFEI. A colação de grau dos futuros engenheiros aconteceu, como era de praxe, no Cine Presidente.O local era suntuoso para a época.
    Formandos,familiares e convidados vestiam-se elegantemente dando um requinte especial para aquela festa tão importante para pais e alunos.
    As festas eram cheias de glamour.No recinte reinava emoção, alegria, empolgação e ansiedade.Dizem que festa de formatura é uma coisa que só existe no Brasil (talvez porque a gente gosta muito de festa). Nos outros países, geralmente, há a colação de grau (com beca e capelo - palavras italianas) na própria universidade, com a presença dos pais e amigos do formando, que às vezes saem para comemorar juntos em outro lugar.
    Além da festa e da euforia desse dia, o que ficou mesmo pra mim foi o discurso do paraninfo.
    Depois de elogiar os jovens formandos, ressaltar a importância daquele diploma, a luta dos pais para que o sonho se realizasse ele contou uma pequena história que eu jamais esqueci:
    Quem estava lá deve se lembrar.Ele enfocava a importância da ampla visão que devemos ter em tudo na vida.

    "Três operários trabalhavam numa obra, quando um homem aproximou-se e perguntou:__ “O que você está fazendo?“ perguntou ao primeiro operário.

    “Estou ganhando a vida!“, disse, mal humorado.

    O visitante virou-se para o segundo operário e fez a mesma pergunta. “Estou quebrando pedras”, respondeu ele.

    Finalmente, o visitante se aproximou do terceiro homem e fez a mesma pergunta.

    “Estou construindo uma catedral”, foi a resposta.

    Os três faziam a mesma coisa. Mas apenas o terceiro compreendia a grandeza de sua tarefa.
    Nunca mais me esqueci...

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  2. Zé, não se aborreça com críticas, pois o grande Charles Chaplin já dizia:

    Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar
    boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida
    faça o resto.
    Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para
    mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei
    convencê-las.
    Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em
    apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15
    minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
    Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder
    por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias,
    esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que
    cortamos em nosso caminho.
    Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que
    quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir
    além dos limites que eu próprio coloquei.
    Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser
    controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham
    que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
    Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta
    de mim, mas não consegue expressar isso.
    Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente
    daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.
    Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não
    tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que
    seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se
    eu conseguisse convencê-la disso.
    Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando,
    que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser
    perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
    Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo
    não vai parar por causa disso.
    Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis
    pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
    Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo
    quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não
    significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não
    significa que elas se amem.
    Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão
    se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
    Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas
    horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
    Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou
    mais sábio.
    Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem
    critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito,
    mas para mostrar que são amigos.
    Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer
    maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
    Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não
    ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
    Charles Chaplin

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